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Cosmetic InnovationRadarBeauty + tech: a beleza do futuro é personalizada e rica em dados

Beauty + tech: a beleza do futuro é personalizada e rica em dados

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Você já olhou para uma estante de cosméticos e pensou sobre a variedade de produtos que existem hoje? Uma única empresa possui produtos para cabelos cacheados, lisos e ondulados, enquanto companhias focadas no cuidado com a pele produzem cosméticos e tratamentos para peles mistas, oleosas ou secas – no mínimo.

A variedade nas estantes é a forma que as empresas de cosméticos encontraram para trazer soluções para todos os públicos, já que um produto específico geralmente não tem um bom resultado para todos. Esse foi um modelo de negócios satisfatório por décadas, mas é uma iniciativa perigosa que se não for bem executada, pode sair pela culatra. E o resultado é o terror de qualquer empreendedor: seus produtos encalhados nas estantes, sem nunca atingir seu consumidor final.

Mas a tecnologia chegou também nesse setor, trazendo inovação e mais assertividade para as empresas. Se antes o maior temor das empresas de cosméticos era que seus produtos nunca saíssem das estantes, agora elas estão desejando que eles nunca entrem – hoje, algumas empresas de cosméticos não possuem lojas físicas e enviam seus produtos diretamente para o cliente.

A culpa dessa mudança é das beautytechs, startups focadas no mercado de beleza. Elas estão trazendo a personalização, realidade virtual e aumentada e até inteligência artificial para dentro do mundo de beleza – e esse é um caminho sem volta.

A tecnologia trouxe a produção em massa… e a personalização

A personalização está permitindo que os cosméticos sejam feitos sob medida para os consumidores. Apesar dessa iniciativa já estar disponível através de farmácias de manipulação, estes produtos constituem uma pequena parcela dos nécessaires. A personalização das beautytechs surge mesmo é para substituir produtos que antes eram comprados em perfumarias, que por serem genéricos, traziam poucos resultados.

Esse é o caso da startup Function of Beauty. Criada em Nova York em 2015, a empresa desenvolveu um quiz para saber informações específicas de seus consumidores, como cor e textura do cabelo, e qual o resultado que desejam após o uso de produtos.

A startup possui um algoritmo para combinar os ingredientes disponíveis na quantidade necessária para trazer o resultado esperado pelo consumidor. A personalização está disponível do começo ao fim da experiência: além de poder informar quais as principais qualidades que deseja em seu cabelo, o consumidor ainda pode escolher entre as cores em tons pastéis disponíveis para o shampoo, o cheiro preferido e sua intensidade – com direito ao nome do cliente impresso na embalagem (se ele desejar, é claro).

O processo é feito completamente online (apesar da startup já ter aberto algumas pop-up stores) e o cliente recebe o shampoo e condicionador pelo correio com uma cartinha sobre as melhores maneiras de utilização dos produtos e um perfil com informações do cabelo do usuário. A startup possui mais de 12 bilhões de combinações de fórmulas disponíveis e foi bem recebida inclusive por investidores, tendo levantado US$ 12,2 milhões de grandes players como Y Combinator e GGV Capital.

Outra startup da Big Apple traz a mesma proposta, mas com uma ligeira diferença: a consulta com profissionais. A Prose Hair possui consultores especializados para auxiliar seus consumidores a personalizar a fórmula perfeita para si. O processo tem início através de uma consulta online (que pode ser marcada também pessoalmente) na qual o consultor traça o perfil do couro cabeludo e dos fios do cliente.

Além disso, a startup ainda leva em consideração onde o cliente mora para ter informações sobre a qualidade da água, poluição e umidade – itens que geralmente não são considerados, mas que impactam diretamente na saúde dos fios. A consulta ainda vai além e busca informações sobre estresse e qual os hábitos físicos e alimentares do cliente.

Após o perfil ser traçado, a startup traz opções diferentes de sua concorrente: dessa vez, é se o consumidor deseja uma fórmula vegan, sem glúten, silicone ou perfume. A startup entrega os produtos em até 5 dias e, como a Function of Beauty, garante 100% de satisfação. A Prose já recebeu US$ 7 milhões em investimentos dos fundos Isai e Forerunner Ventures.

Essa tendência está presente também em outros mercados de beautytech – a Curology, por exemplo, traz produtos personalizados para pele. A startup oferece consultores para analisar fotos e respostas dos usuários e criar as fórmulas mais adequadas para cada cliente. A startup escolheu a assinatura como seu modelo de negócios, no qual o cliente pode pedir por seus produtos personalizados e contar com a ajuda do consultor sempre que necessitar. Se o cliente não estiver satisfeito, terá seu dinheiro devolvido em até 90 dias.

Em outros casos, a personalização possível através da tecnologia pode ser até colaborativa. Esse é o caso da Volition, por exemplo. A startup utiliza o método de crowdsource para criar produtos, permitindo que seus clientes enviem ideias e votem pelas suas preferências. Se a ideia tiver apoio, a Volition cria o produto e disponibiliza para venda.

A criação em conjunto cria um senso de comunidade que serve também como uma divulgação da própria marca. “Quando alguém tem um produto, ele traz sua comunidade porque querem divulgar no que estão trabalhando”, afirmou Brandy Hoffman, co-fundador da Volition, ao Fashionista.

Gadgets: espelho que faz diagnóstico na pele?

Por mais que produtos personalizados sejam ótimos, eles podem não ser um sucesso se o cliente não entender quais são suas principais necessidades. A tecnologia também já possibilita uma solução para esse problema: dessa vez, através de dispositivos eletrônicos – os gadgets de beleza.

Esse é o caso da HiMirror (foto de destaque), um espelho inteligente capaz de realizar uma análise completa da pele do usuário apenas tirando uma foto. O gadget revela se há manchas na pele, danos devido ao sol e até a saúde dos poros. Após a análise, o espelho traz sugestões de produtos e rotinas de beleza para resolver qualquer falha.

Além da análise, o modelo PLUS do espelho ainda traz luzes de LED que simulam outros ambientes, como o pôr do sol, um dia ensolarado, um escritório claro e até restaurantes. Este modelo ainda conta com memória para armazenar diagnósticos da pele do usuário e analisar as mudanças sofridas de acordo com o tempo.

E o diagnóstico trazido pelo espelho inteligente pode ficar ainda mais assertivo se combinado com outro gadget: o HiSkin. O aparelho – que cabe na palma da mão – se conecta com o HiMirror e quando posicionado sob a pele, analisa a hidratação, pigmentação, olheiras, cicatrizes de espinhas e até o impacto da poluição e outros fatores do ambiente.

Uma iniciativa similar também é possibilitada através do Samsung Skin, dispositivo que se conecta ao celular e analisa a pele. O diferencial é que o aparelho possui micro agulhas para tratar a pele de acordo com a necessidade.

E quem busca analisar seus fios de cabelo para ter diretrizes de qual tratamento usar, a Kerástase criou a Hair Coach, uma escola inteligente que se propõe a melhorar a saúde dos fios, começando pela hora de escová-los. Apesar da aparência comum, a escova possui até um microfone!

O microfone é utilizado para identificar se há quebra de cabelo, se está muito seco ou frisado. Além disso, a ferramenta ainda conta com sensores para analisar o efeito do calor e química nos fios. Se a escova detectar itens a serem melhorados, irá recomendar produtos e técnicas específicas para a reparação.

Mesmo que não façamos a ligação logo de cara, a análise dos fios cria dados e um histórico sobre a saúde do cabelo. Esse histórico pode ser aproveitado principalmente por hairstylists, que podem ter informações sobre o passado dos fios e couro cabeludo do cliente mesmo na primeira visita ao salão. Essas informações são importantes para saber novamente os cuidados necessários e o que não pode ser feito nos fios – e o gadget Henkel Hair Analyzer and Customizer também possibilita esse trabalho.

Na verdade, esse gadget une as duas inovações de beautytech que mencionei anteriormente: a análise por dispositivos eletrônicos e a personalização. Para ser utilizado por cabelereiros, o dispositivo analisa as necessidades do fio e cria um shampoo customizado para cada cliente.

Beleza sob demanda

A tecnologia permitiu a personalização de produtos, uma análise mais acessível da pele e cabelos e também uma maior conexão com profissionais de beleza. Se antes passar muitas horas no salão era incômodo para as clientes, agora é possível trazer estes serviços para dentro de casa, escritório ou onde desejar.

No Brasil, essa solução é possível através da Singu. A startup foi criada em 2015 por Tallis Gomes, mesmo fundador do Easy Táxi, e conecta profissionais de manicure e pedicure, depilação e massagem com clientes. O agendamento e pagamento é realizado totalmente pelo aplicativo, seguindo a linha das tecnologias online-to-offline (O2O).

Em março de 2018, a Singu recebeu o investimento de R$ 10 milhões de duas das principais famílias do ramo de beleza do Brasil. No momento, a startup atua em São Paulo e no Rio de Janeiro, contando com cerca de 200 mil usuários e 2 mil profissionais cadastrados.

Beauty + tech: ideias inseparáveis

De agora em diante, será difícil falar sobre a beleza sem envolver a tecnologia. Comprar cosméticos e maquiagens online já se tornou uma realidade – e é possível prová-la na hora de comprar no site através de ferramentas como realidade virtual, aumentada e reconhecimento facial.

“Em quase todos os sites da Estée Lauder, incluindo Bobbi Brown, Clinique e Smashbox, você pode provar o produto e isso é possível através de nós”, afirmou Parham Aarabi, fundador e CEO da startup ModiFace, ao Fashionista.

A realidade aumentada está auxiliando que usuários “provem” a maquiagem como fariam numa loja física, enquanto as lojas físicas estão utilizando a realidade virtual para trazer tutoriais e mais informações dos produtos aos consumidores de forma divertida.

E lembra-se dos dados gerados a partir da personalização dos produtos? Eles são analisados pelas empresas, que possuem dados valiosíssimos sobre quem são seus consumidores. “Frequentemente as marcas possuem certas questões para serem respondidas, tipo como você analisa quais pessoas estão comprando ou qual sombra as pessoas estão testando mais vezes, e é assim que a inteligência artificial virá ao jogo”, afirmou Aarabi.

Fonte: Starse

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