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Cosmetic InnovationFCE Cosmetique RadarComo as tendências globais de consumo irão afetar as marcas de beleza e cosméticos em 2018

Como as tendências globais de consumo irão afetar as marcas de beleza e cosméticos em 2018

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Divulgadas pela Euromonitor, muitas tendências já podem ser vistas no mercado de forma integral ou adaptada.

Anualmente, a Euromonitor divulga as tendências globais de consumo para que as empresas se atualizem e sejam mais assertivas em suas estratégias de venda e abordagem aos clientes. Entre essas tendências, destacamos três que podem ser aplicadas e adaptadas no mercado brasileiro de cosmético e de higiene pessoal. Algumas marcas, inclusive, já estão na vanguarda e usam conceitos parecidos com os indicados pelo instituo de pesquisa, colhendo bons frutos dessa investida. Confira abaixo quais são as tendências, o que já está em execução no mercado e como elas irão influenciar os consumidores nos próximos anos.

Clean Lifers (Vida Limpa)
Essa tendência se encaixa muito bem na geração millenials, com idade entre 20 e 29 anos, que teve acesso à educação superior e que cresceu em meio a fortes recessões econômicas, terrorismo e turbulências políticas. Esses indivíduos, naturalmente, crescem com uma visão de mundo focada ao que realmente importa, criando um estilo mais minimalista, consumindo com moderação e responsabilidade.

Uma empresa pioneira que enxergou isso foi a Brandless, marca americana que vende cosméticos, alimentos, artigos de cuidados pessoais e utensílios domésticos. A companhia, assim como o nome diz, é uma marca sem marca. Segundo seus fundadores, o conceito diferenciado é vender produtos que não possuem uma marca na embalagem e, ao mesmo tempo, fazer com que o consumidor pague menos por isso, retirando o BrandTex. “BrandTax é o custo oculto que você paga por uma marca. Estimamos que a pessoa paga em média 40% a mais por produtos com qualidade comparável à nossa. E, às vezes, até 370% em produtos de beleza, como creme facial. Estamos aqui para eliminar o BrandTax de uma vez por todas”, explica a empresa em sua apresentação no site.

Os produtos da marca possuem apenas um quadrado branco no centro da embalagem identificando o que é o conteúdo e contendo informações como orgânico, sem glúten e sem agrotóxicos; ao lado desse quadrado, um ™ identifica a patente da marca. Esse design demonstra que a embalagem mostra apenas o que é importante para o consumidor, que é o que será consumido. Com isso, a empresa consegue vender seus produtos no e-commerce por até US$3, pois também não usa intermediários na produção, ela fala direto com o produtor da matéria-prima.

Para garantir a qualidade, a Brandless trabalha apenas com produtos certificados, não-tóxicos, sem conservantes, feitos com materiais orgânicos, que não são testados em animais e não contêm aditivos potencialmente prejudiciais à saúde. Os investidores estão bancando a aposta: até agora, a startup já recebeu US$ 50 milhões em três rodadas de investimentos.

Por enquanto, não existe conceito como esse aplicado no Brasil, até porquê cada país depende de uma legislação obrigatória que regula como serão e o que devem conter as embalagens, porém o que a marca preza é a diminuição da ‘ostentação’ e a valorização por meio do resultado e eficácia.

Call Out Culture (A Cultura da Reinvindicação)

Essa tendência talvez seja a mais conhecida pelos usuários e marcas, que é o ativismo digital. Cada vez mais, as empresas têm sido acompanhadas pelos produtos e seu posicionamento cultural e político. O consumidor sabe de sua importância no mercado, que impacta nas decisões e lançamentos das grandes indústrias e, por isso, cobra mais transparência e representatividade. Observando esse movimento, muitas companhias, entre elas as de cosméticos, estão mais atentas quanto às bandeiras que levantam. Para a área de beleza, alguns conceitos caíram por terra e deixaram em evidência a quebra de padrões estéticos e a representatividade de cor e gênero.

Seguindo o movimento está a Avon, que no ano passado trouxe campanhas protagonizadas por transexuais, mulheres plus size e homossexuais, e ainda criou série de vídeos em que meninas discutiam como é bom ser elogiada por outros atributos, como inteligência e força. A marca também lançou produtos que se adequam ao tipo de pele do consumidor.

“A valorização da diversidade é um dos pilares da empresa e trabalhar pelo empoderamento feminino exige ter a consciência da importância do respeito de todos para todos e da importância de jamais deixar preconceitos impactarem a igualdade de oportunidades. Não temos uma política especial para LGBT, mas temos funcionários monitorando e reforçando o tema na empresa, assinamos oficialmente compromissos de valorização desse grupo minoritário e, além de nosso posicionamento claro de dar voz a todos os gêneros em nossas campanhas, começamos um trabalho interno com grupos de afinidade para gerarmos maior compreensão, consciência e ações relevantes para este tema internamente”, contou Hélio Muniz, diretor de comunicação da Avon, em entrevista ao portal Meio & Mensagem.

Sleuthy Shoppers (Consumidores Detetives)

Depois de tantas denúncias e movimentações políticas em 2017, a confiança do consumidor está abalada, principalmente a do brasileiro. Esses episódios geraram desconfiança dos clientes em relação a empresas com produções em massa, que agora precisam demonstrar detalhes da produção e distribuição dos produtos.

Ciente desse tipo de exigência, a feito brasil, empresa de cosméticos veganos e artesanais, conta que seus clientes sempre cobram informações sobre processos, formulações e equipes. “Hoje em dia, há muitos outros fatores relevantes em uma compra do que apenas o produto, o consumidor quer saber o que a empresa defende, onde ficamos, porque nos assemelhamos a eles; procura fatores de identificação que façam com que ele sinta que esse que esse produto foi feito para ele”, diz Paula Mariá, gerente de comunicação da feito brasil.

A produção da marca é artesanal, realizada inteiramente por pessoas dividas em equipes de envase, rotulagem e embalagem, tudo feito à mão, usando máquinas apenas para auxílio. Com processo artesanal e controle de qualidade primoroso, a produção segue bastante a demanda, diminuindo as margens de desperdício. A empresa vende seus produtos por meio do e-commerce e é a primeira brasileira que ingressou no portfólio da Sephora. Mas como manter a filosofia da empresa e atender essas demandas ao mesmo tempo? Paula explica: “Esse é o grande desafio da empresa, manter-se fiel ao processo produtivo sem que isso obstrua o crescimento e a prosperidade da empresa. Por enquanto, temos concluído a missão com sucesso. Acreditamos que o caminho é por aí mesmo: Sempre ficar atento às contas, aos prazos, a demanda e ao que é necessário para cumprir tudo isso dentro do nosso processo, que é nosso grande pilar e que garante qualidade e diferencial do nosso produto”.

Muitos consumidores estão migrando para marcas artesanais por compactuarem com suas filosofias, visões e valores. Não necessariamente a produção em massa vai acabar, ela deve aprender com os menores como oferecer mais experiências ao cliente, como a personalização e exclusividade. “O artesanal é o ápice da exclusividade. É impossível atingir o nível de cuidado, segmentação e detalhes de um produto deste tipo por meio da produção em massa. As empresas estão, sim, percebendo esse nicho de mercado e tentando se adequar à proposta de exclusividade, mas sempre haverá ruídos nessa comunicação, em especial com os consumidores “detetives”. É preciso ter propriedade naquilo que se fala e no que se oferece ao cliente”, conclui a gerente da feito brasil.

Todas estas tendências de mercado e comportamento serão apresentadas na FCE Cosmetique, que acontece entre os dias 22 a 24 de maio de 2018, no São Paulo Expo. Credencie-se para o evento e tenha acesso a conteúdos exclusivos e de relevância para o setor.

Fonte: FCE Cosmetique

 

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