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Cosmetic InnovationRadarCrise não afeta cosméticos no canal farma, que cresce 10,6%

Crise não afeta cosméticos no canal farma, que cresce 10,6%

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Não é apenas a fusão da Natura com a Avon, negócio que vai criar o quarto maior grupo de cosméticos do mundo, com faturamento de mais de US$ 10 bilhões por ano, que está movimentando a indústria brasileira da beleza.

Depois de avançar menos de 5% durante dois anos consecutivos, o setor de cosméticos, perfumes e produtos de higiene pessoal, produtos chamados de “não-medicamentos” no jargão do mercado, voltou a subir com força – um sinal inequívoco não apenas da maturidade do segmento, mas do potencial da economia brasileira.

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias(Abrafarma), as 25 maiores varejistas do setor movimentaram R$ 4,7 bilhões entre janeiro e março de 2019. O valor corresponde a um salto de 10,64% em relação ao mesmo período do ano passado. Para efeito de comparação, entre janeiro e março de 2018 o desempenho foi bem menor: 4,58%. Em 2017, mais tímido ainda: 3,73%.

Os números atuais dão a dimensão da força desse ramo de negócios no Brasil, um dos campeões mundiais no consumo per capita de cosméticos.

“A situação reflete especialmente o aumento dos gastos do público feminino, que representa 70% dos consumidores no grande varejo farmacêutico”, afirma Sergio Mena Barreto, presidente da Abrafarma. “Além disso, vale destacar que os preços dos não-medicamentos não sofrem interferência ou controle do governo.”

A associação reúne pelo menos 7,4 mil lojas no território nacional. Somadas, elas respondem por 42% das vendas de medicamentos no país, segundo a entidade. Em 2018, houve mais de 900 milhões de atendimentos, com vendas totais de R$ 47,17 bilhões.

O executivo também atribui a retomada à demanda pelo crédito ao consumidor, que avançou 7,2% nos três primeiros meses deste ano, segundo pesquisa da Boa Vista.

O cenário positivo serviu de incentivo para que os pontos de venda incluíssem outros produtos para diversificar as múltiplas alternativas oferecidas à clientela. “Com mais investimentos das farmácias, que ampliaram a variedade nas prateleiras e investiram em novos produtos, a tendência é de aumento das vendas”, acrescenta Barreto.

O crescimento do mercado de cosméticos no Brasil tem ajudado a fortalecer as marcas 100% nacionais. Segundo dados da empresa de pesquisas Euromonitor International, as vendas do setor de produtos de beleza e cuidados pessoais alcançaram R$ 109,7 bilhões em 2018, uma alta real (descontada a inflação) de 1,53%.

Nesse contexto, a Natura manteve a liderança, e o Grupo Boticário deixou para trás a Unilever, assumindo a segunda colocação no ranking.

Além disso, o bom desempenho do cenário geral de higiene pessoal e cosméticos está contribuindo para que o setor farmacêutico supere um período conturbado. Segundo a Abrafarma, o momento é de comemoração, mas o passado recente mostra que é importante não baixar a guarda.

Em 2018, com fortes turbulências na economia brasileira, os fabricantes enfrentaram dificuldades, com alta de apenas 2% no faturamento. Como resultado desse processo, a inflação dos itens de higiene fechou 2018 em queda de 3,2%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no mesmo intervalo, subiu 3,75%.

“O período foi desafiador, porque não recuperamos as margens”, lembra João Carlos Basilio, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal e Cosméticos (Abihpec). Em 2017, a expansão chegou a 5,8% e, no exercício anterior, a quase 4%. Para 2019, a estimativa da entidade indica um crescimento nominal de 4,1% nas vendas (para R$ 50,43 bilhões).

A performance positiva do mercado está refletida no ânimo das empresas do setor. A americana Procter & Gamble (P&G) detectou o reaquecimento da economia no quarto trimestre e aposta na sequência positiva, segundo o diretor de inteligência de mercado, Marcos Bauer.

De acordo com o executivo, as perspectivas são de recuperação das vendas retraídas nos últimos anos. Ainda é cedo para dizer se os negócios vão crescer em ritmo forte, mas a largada já foi dada. Bauer afirma que a P&G mantém condições de absorver os bons ventos deste ano, principalmente depois da inauguração do centro de inovação da América Latina, em São Paulo.

Fonte: Em.Com.Br

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