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Cosmetic InnovationColunistasCura da Calvície? O que o futuro nos reserva?

Cura da Calvície? O que o futuro nos reserva?

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Futuro e Perspectivas

Por ser um problema muito frequente e por vezes estigmatizante, há algumas décadas os cientistas e pesquisadores investem seus esforços na busca da cura para a calvície. No entanto, por ainda ser considerado por muitos como um problema apenas estético, as empresas farmacêuticas demoraram para começar a investir no desenvolvimento de novos tratamentos.

Impressionante o desenvolvimento ocorrido nas últimas duas décadas: novos tratamento via oral e de uso tópico vem sendo estudados, bem como tem ocorrido avanços na cirurgia de transplante capilar.

Tanto o minoxidil quanto a finasterida são seguros, mas estão no mercado há mais de 2 décadas.  Além disso, podem ter efeitos colaterais e nem sempre funcionam da maneira desejada pelos pacientes e médicos. Sim, muitas vezes para nós,  médicos dermatologistas, , o tratamento é frustrante, pois gostaríamos muito de trazer so cabelos de volta. , mas nem sem pre isso é possível. Na maioria dos casos de alopécias cicatriciais, por exemplo, não se consegue fazer os cabelos voltarem a crescer.

A geração do século XXI é cada vez mais ansiosa e busca soluções rápidas e imediatistas.

Mas existe a cura para a calvície?

A estrutura folicular é complexa e o folículo piloso pode ser considerado como um mini-órgão endócrino.

O foco central das pesquisas é compreender a biologia do folículo piloso, que tem sido cada vez mais estudada, a fim de elucidar a constelação de sinais moleculares que orquestram a transição entre as fases do ciclo capilar.

Sabe-se que a Alopécia Androgenética(AGA) é  um processo geneticamente determinado, induzido por andrógenos e associado a idade. Porém, o sucesso terapêutico limitado com os tratamentos existentes sugere a necessidade de considerar a existência de outros processos patogênicos.

O estudo do mecanismo de desequilíbrio das prostaglandinas é uma das linhas de pesquisa, bem como a engenharia tecidual, através das células-tronco. Trata-se de uma perspectiva em que no futuro seria possível retirar células do folículo piloso de um doador( pro-hair), cultivá-las em cultura e reimplantá-las na sequência, da mesma maneira que é realizado um transplante capilar, mas sem o fator limitante de área doadora restrita.

A pesquisa com células-tronco é uma linha bastante estudada e promissora.

As células-tronco são as responsáveis pela produção do fio. Diferentemente daquelas presentes no resto do corpo, elas regeneram-se por ciclos de crescimento e calmaria, respectivamente, fazendo o cabelo crescer e cair. Aparentemente, essas células-tronco vão encolhendo com o passar dos anos, deixando os fios envelhecidos e finos, até que desaparecem de vez.

Há pesquisas realizadas no Japão mostrando que o DNA das células-tronco do folículo piloso vai se danificando com o tempo, levando a um envelhecimento dos fios, que também ficam menores. Um estudo francês mostrou que as concentricões de oxigênio também devem ser mantidas em determinado valor para garantir o crescimento adequado dos fios.

Cientistas descobriram que uma das causas da perda excessiva de cabelo são células-tronco que não se desenvolveram completamente no couro cabeludo. A falta de células progenitoras na região sem cabelo do couro cabeludo pode ser a chave para a cura da calvície. Caso os pesquisadores consigam estimular o ‘amadurecimento’ dessas células, é possível que os fios voltem a crescer naturalmente, acabando com a calvície. Foram analisadas células de áreas calvas e com cabelo e se percebeu que, apesar de ambas as regiões possuírem o mesmo número de células-tronco, as áreas sem cabelo possuem um tipo de célula – as progenitoras –  em menor quantidade. Isso significa que pode haver um problema na ativação das células-tronco nas áreas calvas da cabeça para que elas se transformem em células progenitoras. Ainda não se sabe, entretanto, se o efeito seria o mesmo nas mulheres.

Estimular as células-tronco do couro cabeludo pode fazer com que os fios de cabelo voltem a crescer, abrindo precedentes para um novo tratamento contra a Alopecia Androgenética, a terapia celular.

Pesquisadores da Universidade de Yale estão estudando os adipócitos. Estranho, o que os adipócitos tem a ver com os cabelos?

Na verdade, quando o cabelo morre, a camada de gordura, que compreende a maior parte do couro cabeludo fica menos espessa e encolhe., Descobriu-se ainda que essas células produzem fatores de crescimento derivados de plaquetas, que são necessários para que os cabelos cresçam normalmente.

Enfim, os adipócitos também podem auxiliar os pesquisadores a compreender e determiner quais os sinais necessaries para o cabelo humano crescer. De qualquer maneira, seria essa mais uma possibilidade de terapia celular a caminho?

As perspectivas são animadoras, mas ainda são necessários estudos para que venha a ser amplamente utilizada.

Outra possibilidade seria a utilização das células mais jovens do que as encontradas no folículo piloso maduro, porém mais evluidas do que as células-tronco. Seria o pro-hair ou pre-cabelo. Funcionaria da seguinte maneira:  As células-tronco seriam extraídas de um fio saudável, que é retirado do próprio couro cabeludo do paciente, e colocadas em um meio nutritivo. Isto permitiria que elas se multiplicassem em laboratório para que fossem implantadas no couro cabeludo do paciente, induzindo assim o crescimento de novos fios.

Na verdade, o folículo piloso é bem mais complexo do que se pensava e responde a muitos estímulos, portanto não se fala mais em cura para a calvície, mas “curas”, com a possibilidade de mais de um tratamento em associação, agindo em suas causas.

Há pesquisas ligadas à resposta de cicatrização de feridas, uma vez que em áreas de microferidas cria-se um ambiente que faz com que as células-tronco estejam propensas a conversão para linhagem capilar, fenômeno conhecido como neogênese folicular. Esse fenômeno poderia explicar uso de técnicas como microagulhamento, microinfusão de medicamentos, drug-delivery e laser fracionado.

Algumas vezes, os pesquisadores conseguem bons resultados em pesquisas com animais, mas existem alguns desafios para repetir o sucesso do tratamento em humanos. Entre eles, as características da pele. Isso porque, em comparação com a dos camundongos, a pele humana é muito mais espessa, oleosa e profunda, além de ter uma camada de gordura que dificulta a penetração adequada de produtos de uso tópico.

Novas vias de entrega de tratamentos já consagrados, como o minoxidil, são uma possibilidade, bem como a individualização da medicina, com testes genéticos e de atividade enzimática para avaliar se o paciente é ou não um bom respondedor ao tratamento proposto.

Hoje são cada vez mais estudados também os efeitos do microbioma do couro cabeludo, estresse oxidativo e  envelhecimento capilar.

Infelizmente ainda não podemos dizer em quanto tempo esses avanços ocorrerão. 20 ou 30 anos, talvez??

George Cotsarellis, um pesquisador norte-americano da Universidade da Pensilvânia, que pesquisa possíveis curas para a calvície em laboratório há mais de 25 anos, diz que sempre é perguntado sobre quando será a cura para a calvície. Sua resposta: nós não sabemos! Ele complementa: “No final, acho que não vão haver várias maneiras de tratar a calvície masculina, e algumas vão funcionar fabulosamente bem em algumas pessoas e não tão bem em outras”.

Outra pesquisadora clínica de cabelos, a médica italiana Antonella Tosti disse no último congresso mundial de pesquisa em cabelos: Quanto mais sabemos sobre cabelos mais vemos que nada sabemos!

Enquanto isso, é sábio realizar tratamento clínico. Sabendo usar não vai faltar! Sim, pensar em um banco de reserva capilar, em um plano de manutenção do tratamento contra a calvície, para se manter os fios de maneira contínua e com disciplina.

Tudo nos leva a acreditar que há muito ainda no horizonte para os cabelos!

E que todos nós tenhamos o prazer de participar desses avanços em breve!

Agradecemos a leitura, compartilhe!

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