Visit Us On TwitterVisit Us On FacebookVisit Us On LinkedinVisit Us On Instagram
Cosmetic InnovationRegulatóriosHavaí proíbe protetores solares químicos para proteger os recifes de coral

Havaí proíbe protetores solares químicos para proteger os recifes de coral

  • Written by:
O Havaí tornou-se o primeiro estado norte-americano a proibir a venda e distribuição de protetores solares que tenham na sua composição substâncias químicas prejudiciais aos recifes de coral. Na semana passada, o governador do Havai, David Ige, promulgou uma lei que tinha sido aprovada em maio no senado estadual, e que entrará em vigor até 2021.

A oxibenzona e o metoxicinamato de octila – presentes em cerca de 70% dos protetores solares nos Estados Unidos –, são os dois compostos químicos em questão que interferem no desenvolvimento e sobrevivência dos corais. “Este é apenas um pequeno passo para proteger e restaurar a resistência dos recifes do Havaí”, disse Ige, citado pelo diário Washington Post.

A lei, que implicará a retirada destes protetores solares das prateleiras dos supermercados (limitando a sua utilização apenas aos casos em que houver uma receita médica), expressa que aqueles químicos “têm impactos prejudiciais significativos no ambiente marinho e nos ecossistemas” do Havai, chegando aos oceanos tanto através dos banhos nas praias como do escoamento de águas residuais.

A medida enfrenta, contudo, a oposição de várias associações empresariais e representantes da área da saúde (incluindo médicos dermatologistas), que alertam para o risco de haver uma redução da utilização de proteção solar, sobretudo se não houver uma alternativa barata e acessível aos produtos retirados do mercado.

As reações mais negativas surgem da parte da indústria cosmética e farmacêutica. A Bayer, por exemplo, disse num comunicado citado pelo Washington Post que “eliminar o uso de protetores solares considerados seguros e eficazes pela FDA (Food and Drug Administration, a autoridade alimentar e farmacêutica dos EUA), com uma longa história de consumo, não só restringe a escolha do consumidor, como também vai contra os esforços de prevenção do cancro da pele”. Posição semelhante tem a Johnson & Johnson e a associação norte-americana do sector, que afirmam que está em causa “a saúde, segurança e bem-estar de milhões de residentes e de turistas no Havaí”.

A Academia Americana de Dermatologia, segundo a estação CNN, também argumenta que as restrições a serem impostas no Havaí podem levar a um aumento do melanoma (um tipo de cancro de pele particularmente agressivo e fatal). A organização recorda que a incidência da doença no Havaí já é 30% superior à média nacional norte-americana.

A alternativa aos protetores solares agora banidos passa por produtos biodegradáveis com compostos minerais (como o óxido de zinco e o dióxido de titânio), em vez de bloqueadores químicos. Os protetores minerais atuam como uma barreira física e refletem a luz solar, em vez de absorverem os raios solares.

Um ecossistema rico

O senador Mike Gabbard, que propôs a lei, explicou ao jornal local Honolulu Star-Advertiser que esta “fará uma enorme diferença na proteção dos recifes de corais, da vida marinha e da saúde humana”. “Obviamente não teremos polícia na praia a passar multas”, esclareceu Gabbard à rádio pública NPR, sublinhando que o objetivo passa essencialmente pela conscientização  do público para a questão ambiental.

Fonte: Público Portugal

Agradecemos a leitura, compartilhe!

Home

Categorias

Nossos Portais

Nossos canais

Parceiros