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Indie brands mudam maneira de consumir cosméticos

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Com concepções arrojadas e produção independente, esse novo mercado disputa a preferência do con­sumidor diretamente com líderes da indústria da beleza.

Na contramão de grandes marcas de cosméticos, as indie brands nasce­ram da vontade de preencher lacunas da indústria e, além disso, ousar com produtos inovadores e com um novo jeito de gerir os negócios. Com taxas de crescimento de dois a três dígitos por ano, as indie brands (marcas in­dependentes) cresceram cinco vezes mais do que as grandes marcas de cosméticos nos Estados Unidos e já são consideradas um fenômeno do mercado global da beleza. Até mes­mo os próprios comerciantes e vare­jistas estão buscando produtos de be­leza de marcas menores, autênticas e inovadoras, pois muitos também são consumidores.


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Tecnicamente, indie brand é qual­quer empresa independente. No uso popular, o termo passou a representar uma nova marca que não tem medo de reescrever as regras dos negócios tradicionais. “Os empresários das indie brands estão aproveitando as mudan­ças na tecnologia, fabricação de pro­dutos e, principalmente, no comporta­mento do consumidor para superar as barreiras que as empresas tradicionais enfrentam para alcançar uma audiên­cia global”, afirma Elaine Gerchon, ge­rente de projetos da Factor-Kline.

A especialista também acredita que as marcas independentes nascem da vontade do fundador de atender necessidades específicas de alguns pú­blicos, esse desejo acaba se tornando combustível para o sucesso da mar­ca, formando uma história de criação autêntica que atinge certeiramente o seu público alvo e cria um novo tipo de marketing a ser explorado. “As in­die brands são capazes de aprimorar o tradicional playbook de marketing, muitas vezes vinculada à uma inicia­tiva social. Eles competem e ganham contra as grandes marcas, fazendo uso inovador de novas plataformas, ma­rketing de conteúdo e redes sociais”, complementa Elaine.

Uma das indie brands nacionais que possui bandeiras bem definidas e que a cada ano aumenta seu públi­co é a Casa feito brasil, que detêm as marcas feito brasil, especializada em cosméticos, e a Quintal, com produtos dermatológicos. A empresa, que atua no mercado desde 2004 com o concei­to de sustentabilidade, produz cosmé­ticos veganos artesanais que eviden­ciam as características do Brasil. Além disto, a marca também abraça causas sociais e propaga o empoderamento da mulher, dos 50 colaboradores da empresa, apenas três são do sexo mas­culino e as mulheres estão em todos os cargos de chefia.

Paula Mariá, gerente de comuni­cação da feito brasil, acredita que o principal triunfo da empresa é a apro­ximação com o cliente, tornando-o não só fiel, mas um amigo da própria marca. “Recebemos muitos feedbacks e pedidos de nossos clientes e eles mesmos divulgam para sua rede de contatos, o bom e velho marketing viral. O consumidor hoje em dia está mais consciente, atento e quer saber quem faz seu produto. Isso é algo que, diferente dos conglomerados cosméti­cos, nós conseguimos apresentar com facilidade”, explica a gerente.

A empresa registrou um cresci­mento de 100% entre 2015 a 2016 e já demonstra 70% de aumento no faturamento, em comparação com o mesmo período do ano passado. Sua segunda marca, a Quintal, foi a primei­ra brasileira a ser vendida na gigante francesa Sephora, em um acordo ex­clusivo. “Ficamos felizes e surpresos com esse convite e acreditamos ser uma ótima oportunidade para nos mostrarmos internacionalmente, le­vando a qualidade e inovação do pro­duto brasileiro a outros públicos”, co­memora Paula.

Outra marca que se espelhou nos conceitos independentes para expan­dir seus negócios foi a Simple Organic, que aposta nos indícios cruelty-free, orgânico, sustentável e que não uti­liza matéria-prima animal e nem pes­ticidas em suas fórmulas, além de se declarar uma marca sem gênero e sem faixa de idade. Também em constante crescimento, foi a única marca brasi­leira que participou da Indie Beauty Expo – única feira de indie brands do mundo, que acontece em Nova York, nos Estados Unidos – com o objetivo de mostrar seu DNA exclusivo.

“Se existem eventos maiores, em que podemos nos posicionar, mostrar o nosso caminho e fortalecer a marca, é por esse caminho que decido ir. Op­tamos por ir aos Estados Unidos em uma feira que tem muitas marcas aus­tralianas e californianas, exatamente porque ali é o nosso berço, onde a gente realmente acredita no posicio­namento, na qualidade dos produtos, na inovação e na comunicação”, re­vela Patricia Lima, fundadora da Sim­ple Organic.

A idealizadora da marca tam­bém afirma que um dos pontos po­sitivos de ser independente é a liber­dade no calendário de criação. “Por ser uma marca completamente livre e sem amarras, não existe um calen­dário de lançamento a ser cumprido; trabalhamos constantemente no de­senvolvimento de novos produtos que serão lançados ao mercado assim que estiverem prontos. Na nossa primeira participação na Bio Brasil Fair, o maior evento de produtos orgânicos, promo­vemos lançamentos que já tinham sido divulgados oficialmente na passarela do São Paulo Fashion Week, provando a possibilidade de atuar em segmentos distintos, como na moda ou no merca­do orgânico, com focos diferentes de comunicação”, contextualiza.

As duas marcas afirmam que as redes sociais são também ótimas ferra­mentas de divulgação, pois permitem uma abordagem ainda mais próxima com seus públicos, principalmente quando os influenciadores defendem as mesmas bandeiras. A feito brasil comenta que futuramente pensa em investir em seus clientes como seus próprios influenciadores, mais um di­ferencial que pode ser abordado por esse mercado.

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