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Cosmetic InnovationFactor-Kline RadarIngredientes para Personal Care: Destaques de 2017/2018

Ingredientes para Personal Care: Destaques de 2017/2018

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A indústria de matérias-primas para cosméticos e seus principais players estão se movimentando e buscando se  transformar. Nikola Matic, chefe do departamento de Chemicals & Materials da Kline & Company, compartilha conosco as principais mudanças no setor e as tendências futuras.

Qual o tamanho do mercado de ingredientes para cosméticos em nível global e como ele está segmentado?

Em 2017, o mercado de ingredientes cosméticos alcançou US$ 22,7 bilhões, distribuídos da seguinte forma: US$ 11,5 bilhões para commodities, US$ 9,5 bilhões para especialidades vendidas com base em seus desempenhos funcionais (emolientes, surfactantes, polímeros condicionantes, agentes de controle de reologia, etc.); e finalmente, US$ 1,7 bilhão para ingredientes ativos que apresentam um conceito inovador e incluem atividade biológica. A Europa e os Estados Unidos continuam sendo os dois maiores mercados para as duas últimas categorias de produtos.

Qual a principal tendência que você observou nos últimos meses?

Com grandes players em cosméticos agora demonstrando sua ambição de ganhar participação em mercados-chave em pleno crescimento, como a Ásia, a prioridade é dada para as equipes de marketing. Como resultado, eles contam cada vez mais com os fornecedores de matérias-primas para formulação e fabricação. A tendência é ainda mais forte no mercado norte-americano com a chegada de novos players, os criadores de conceitos, mas que têm pouca ou nenhuma expertise em formulação. Uma situação que está impactando diretamente os fornecedores de matérias-primas: a escolha estratégica dos ingredientes em cada fórmula, que anteriormente era gerenciada pelas marcas, passa a ser gradualmente transferida para os fornecedores, forçando-os a mudar sua estratégia comercial.

Quais desafios os fornecedores de ingredientes para cosméticos enfrentarão nos próximos meses?

O mercado de cosméticos está mudando rapidamente. As marcas tradicionais têm que lidar com o surgimento de novos concorrentes: marcas pequenas, independentes, antenadas e criativas. O desafio será o de ser igualmente criativo para atender às mudanças nas expectativas dos consumidores. Duas soluções certamente surgirão: a mais simples será a de adquirir essas marcas independentes e a segunda, mais focada em conceitos já estabelecidos e aprovados pelo mercado, visando antecipar o lançamento dos produtos.

No que diz respeito aos claims de venda, qual é a sua análise sobre a proteção da pele contra as agressões ambientais?

Os claims que focam a antipoluição impulsionaram as vendas de antioxidantes naturais e formadores de filmes, mas muitas vezes são apenas uma releitura de ingredientes ativos já presentes no catálogo dos fornecedores. Na minha opinião esses claims, que não são apoiados por inovações científicas reais, são passageiros e não se tornarão tendências de longo prazo. Outro assunto que tem sido muito comentado: o microbioma da pele. Trata-se certamente de um assunto interessante, mas hoje, nenhuma marca pode realmente descrever o seu funcionamento e propor soluções adequadas. Por ser altamente impulsionado pelas vendas de probióticos, acredito que a temática seja muito complicada para os consumidores e que existe um risco real de que não a acompanhem nem a compreendam. Por outro lado, os argumentos de venda que se concentram em mecanismos de ação originais relacionados aos neurocosméticos ou à epigenética estão mais propensos a atrair a atenção dos consumidores.

Na sua opinião quais serão as futuras oportunidades a serem exploradas pelos fornecedores de ingredientes para cosméticos?

Desde a revolução dos extratos botânicos, nos anos 90, e da biotecnologia, nos anos 2000, a indústria de cosméticos não experimentou avanços tecnológicos reais que representassem uma grande mudança nas vendas de matérias-primas cosméticas. A partir dessa observação, várias consequências surgem: a onda da Química Verde continuará com o desenvolvimento de ingredientes ecologicamente desenvolvidos. Em um contexto em que a CSR (Corporate Social Responsibility ou Responsabilidade Social Corporativa) se tornou um ponto de diferenciação para as marcas, os critérios como pegada de carbono e biodegradabilidade para as matérias-primas se tornarão pré-requisitos essenciais. Por fim, olhando os argumentos promocionais por outro ângulo, é muito provável que eles se tornem “mais pés no chão” e menos focados nos mecanismos de ação, concentrando-se nas sensações e emoções oferecidas pelos produtos cosméticos.

Fonte: Kline & Co. 21.01.2019

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