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Cosmetic InnovationDestaque Empresas & Negócios FCE CosmetiqueInovação da fórmula à estratégia de negócio

Inovação da fórmula à estratégia de negócio

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(por Rodrigo Rezende)

Todo ano a FCE Cosmetique traz inovação ao setor de higiene e beleza. Seja por meio de apresentações realizadas no Congresso da Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC), que ocorre paralelamente à feira, no mesmo local, ou por demonstração nas vitrines que as empresas levam à exposição, as inciativas inovadoras estão por toda parte. Não precisa ser exatamente um ingrediente; pode ser uma aplicação, a ideia de um produto novo, um conceito diferenciado ou até mesmo a junção com outros objetos de setores.

nanovetoresQuem ilustra bem isso é a Nanovetores, empresa de Florianópolis que trouxe, entre suas novidades, aplicações bem diferentes com o uso de nanotecnologia – algo que não é exatamente novo, mas que continua nas primeiras posições quando falamos de inovação em cosméticos.

A fundadora e diretora técnica Betina Zanetti Ramos explica que, basicamente, essa tecnologia oferece mais eficácia e mais rapidez ao resultado cosmético. “Somos uma geradora de inovação, nossa função é gerar inovação para o cliente”, afirma. (clique aqui para ler mais sobre nanotecnologia no portal CI)

Mas não é só isso, há outros benefícios, como os de sustentabilidade. A empresa mostrou um ingrediente de condicionador de cabelo que vem em um frasco do tamanho de um colírio. Bastou adicionar algumas gotas de água e o produto estava pronto para usar. Ou seja, isso mostra a possibilidade de fabricar produtos com menos água, em embalagens super pequenas, que além de práticas, levam menos plástico em sua composição e demandam muito menos espaço para transporte e armazenamento. Não precisa explicar que é mais sustentável.

Agora, o mais legal e atrativo que a empresa entregou na feira são os ativos de tecidos, para que, com o uso da roupa, as substâncias passem para a pele das pessoas. Trata-se do tão falado weareble cosmetic, aquele que vem incluso em algo que a pessoa pode vestir, pode usar no corpo por meio de outro objeto.

Os ingredientes da empresa já estão sendo usados por uma marca catarinense, renomada na moda nacional, em sua linha de roupas fitness que promovem hidratação. Funciona assim: nanocápsulas (cápsulas microscópicas) são incorporadas no fio e, quando ativadas pelo atrito, pressão e calor do corpo, liberam partículas hidratantes em um fluxo constante. A tecnologia, de acordo com a fabricante, permanece eficaz por até 20 lavagens. A pesquisa começou em 2011 e os produtos dessa marca foram lançados no começo de 2016.

Dar. Betina Zanetti Ramos

Dra. Betina Zanetti Ramos

Outras fabricantes da região sul também usam essa tecnologia da Nanovetores, uma de roupas de bebês e outra de vestuário para gestantes. Dra. Betina explica que é possível oferecer diversos benefícios aos consumidores com essa tecnologia no tecido, como frescor, efeito anticelulite, relaxante e calmante. (clique aqui para ler mais sobre tecidos cosméticos no portal CI)

Essa é uma tendência forte. A L’Oréal, por exemplo, apresentou no começo deste ano em Las Vegas, durante uma feira de tecnologia, o que poderá ser o seu primeiro e-cosmético. Trata-se de um monitor de UV que promete enviar recomendações de proteção para ajudar os clientes a evitar o câncer de pele.

O dispositivo ficará na pele durante cinco dias, como uma tatuagem infantil, e por meio de uma tecnologia chamada tag NFC (near-field communication) deve enviar dados sobre a condição da pele a um aplicativo de smartphone. Segundo o site da empresa no Brasil, a novidade da marca francesa La Roche-Posay – que pertence à divisão cosmética da L’Oreal –, o  adesivo para pele deve chegar ao País em agosto deste ano.

“Novas tecnologias têm o potencial de modificar completamente a forma de monitorar a loreal_monitor_uvexposição da pele a vários fatores externos, incluindo UV”, diz Guive Balooch, vice-presidente global da Incubadora Tecnológica da L’Oréal, em material divulgado pela empresa em janeiro.

“As tecnologias anteriores só podiam informar aos usuários a quantidade de exposição potencial que recebiam por hora, enquanto usando um dispositivo rígido, não-elástico. A solução foi projetar um sensor fino, confortável e praticamente sem peso para que as pessoas realmente desejem usá-lo. Estamos animados para ser a primeira empresa de beleza no mundo a entrar no campo da eletrônica e explorar as muitas aplicações potenciais para esta tecnologia dentro da nossa indústria e além”, acrescentou.

21ª edição – A 21ª FCE Cosmetique superou expectativas de público, segundo os organizadores. Mais de 14 mil visitantes estiveram na feira neste ano. Um destaque, mais uma vez, de acordo com a organização, foi o Circuito de Conhecimento e Inovação.

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O 29º Congresso Brasileiro de Cosmetologia também esteve entre os holofotes principais. Entre os destaques estiveram palestras do alemão Bernhard Fink, da University of Göttingen, com o tema “O que é a beleza? Perspectivas de um cientista evolucionista”, e da mexicana María Luisa Pérez, da Universidade Autónoma Metropolitana, que abordou a “Neurociência e o papel social do cosmético”.

Renato Meirelles, Inst. Data Popular

Renato Meirelles, Inst. Data Popular

O palestrante do Cosmetic Innovation no congresso da ABC foi Renato Meirelles, presidente do Data Popular. O executivo apresentou um estudo sobre a “Atitude e comportamento dos novos consumidores brasileiros neste cenário de crise”, e destacou dados que confirmaram em números o novo perfil da população brasileira e como ela se coloca no momento da compra e seleção de marca. (leia mais sobre a palestra)

Dentro do espaço de exposição, profissionais do setor também divulgaram e compartilharam conhecimento na Arena do Conhecimento e Inovação. A analista inglesa de beleza global e cuidados pessoais Emmanuelle Moeglin apresentou as palestras “Experience is All”, que aborda a experiência sensorial e a conexão entre produto e usuário, e “Good Enough to Eat” sobre ingredientes naturais.

O espaço teve ainda palestras de especialistas de empresas como Vult Cosmética, Cosmotec, Univar Brasil, Instituto de Embalagem, Associação Brasileira de Embalagem (Abre) e especialistas levados pelo Portal Cosmetic Innovation.

A especialista em cosméticos Sonia Corazza também fez sua apresentação, pelo

Sonia Corazza

Sonia Corazza

Cosmetic Innovation. “Em tempos desafiadores como estes, é fundamental enxergar as possibilidades para inovar com consciência ampla”, diz Sonia. Ela ressalta que criar novos e vitoriosos produtos exige conhecimento abrangente do ser humano e do planeta. “Não há tempo a perder para salvar ambos”, acrescenta.

Diretora de negócios do Cosmetic Innovation, Francine Laurindo também esteve presente na Arena do Conhecimento. Ela falou sobre tendências de consumo, destacando aspectos como envelhecimento da população, “solteirões gastões” e consumidores super conectados e agnósticos. A executiva ressaltou também aspectos como a importância de oferecer produtos atrelados a tecnologia, como dispositivos e aplicativos, itens que consumam menos água e a alta dos ingredientes naturais e orgânicos.

Exposição – Na área de exposição, as empresas trabalharam, na maioria dos casos, com conceitos. Ou seja, criaram conceitos e possíveis aplicações com os ingredientes de seu portfólio. A Evonik foi uma delas. Trabalhou com um kit com produtos para o cuidado com os cabelos que havia lançado em Paris, na In-Cosmetic da França.

Os itens possuem ativos que prometem ser soluções contra fatores de stress, entre eles a poluição, ar condicionado e raio UV, e alguns deles levam um ingrediente diferenciado, de acordo com a marca. Trata-se de um condicionante 100% e líquido, que, segundo a fornecedora, traz vantagens ao fabricante de cosmético no processo de produção.

cosmotecNa Cosmotec, os visitantes conheceram inovações que trazem ingredientes de diversas empresas representadas. A ideia da empresa é preparar aplicações, sugestões de produtos inovadores que podem inspirar a indústria cosmética. Uma dessas aplicações apresentadas foi uma fórmula para uso em removedor de maquiagem, fácil de usar e de resultado instantâneo. Ao passar um lencinho com esse produto na pele, a maquiagem desmancha de forma similar à tinta guache.

Outro destaque dessa fornecedora de matérias-primas foi um transformador de batom de efeito brilhante em batom matte. O benefício é que a consumidora consegue duplicar a sua coleção de batons com apenas um produto. E até mesmo entrar na moda sem ter que desembolsar em compra de novos produtos, já que os itens matte estão em alta. 

Economia e velocidade – A inovação pode estar além do produto super tecnológico. Pode ser uma solução que melhore a produção ou que ajude a economizar. Esse é o caso de uma novidade apresentada pela Garden Química na FCE. A empresa mostrou na feira insumos que prometem facilitar a produção de descolorantes para cabelos e pelos. Trata-se de um blend de alta qualidade, segundo a empresa, e custo acessível para os fabricantes de cosméticos. A empresa ressalta que o ativo oxidante presente na formulação permite a produção do pó descolorante de forma prática e resultado surpreendente.

garden

Um destaque da Univar foi um ingrediente produzido pela Basf. De acordo com a distribuidora, diferente do que existe no mercado, o novo produto reverte os efeitos da reação entre os açúcares e proteínas na pele. “Com testes in vitro, in vivo e ex vivo realizados, o deglicante teve a eficácia comprovada, sendo capaz de reverter 20 anos em apenas 120 dias”, informa a empresa. O número chama a atenção, não chama?

Premiados – Ingredientes que foram recentemente apresentados ao mercado e já foram reconhecidos de maneira expressiva estiveram entre as novidades e inovações trazidas à FCE. Um deles é da Seppic. Trata-se de um extrato de gametófitos feito a partir de células de macroalgas cultivadas em laboratório e colhidas numa fase transitória no ciclo de vida das algas Undaria Pinnatifida. Durante a etapa de crescimento, as células das macroalgas acumulam moléculas antioxidantes. O ativo, portanto, contribui para a proteção da pele.

Esse item reforça a sua capacidade antioxidante e retarda a formação de radicais livres, que são responsáveis pelo envelhecimento. Esse produto pertence à linha da BiotechMarine, que é uma subsidiária da Seppic. Na França, durante a In-Cosmetics realizada em abril, recebeu um prêmio ouro na categoria de ingredientes verdes, por possuir um impacto significativo sobre a preservação do meio-ambiente.

mcassab

A MCassab também destacou na FCE uma matéria-prima medalhista de ouro na In-Cosmetics Paris: um booster inteligente de colágeno, vencedor como inovação na categoria de produtos naturais. Esse ingrediente, segundo a empresa, promete recalibrar o equilíbrio entre a decomposição e a reconstrução das estruturas da derme, doando à pele uma porção extra de colágeno de alta qualidade. O produto é obtido da seiva das folhas da planta sul-africana Bulbine Frutescens.

fav105Fragrâncias – A Fav105 levou um estande temático à FCE para, junto da Firmenich, mostrar criações de perfumes que remetem à nobreza europeia do século XVII. O local foi decorado para lembrar o palácio de Versailles e seus cheiros. Do perfume usado em luvas e perucas do pessoal da corte às características modernas, alusivas aos dias atuais, como tecnologia, glamour e ostentação e natureza, a empresa sugeriu formulações que podem inspirar fabricantes de perfumes e itens cosméticos. Entre as novidades, a marca apostou em novas apresentações, como perfume que deixa brilho na pele e perfume sólido.

Já a Vollmens Fragrances investiu na demonstração de uma proposta sustentada por sentimentos e sensações que a fragrância pode despertar nas pessoas. A empresa levou criações baseadas nas seguintes características sensoriais: romântico, prazer em viver, alegria, inspirador, divertido e felicidade. O ponto relevante aqui é que o mercado de fragrâncias no Brasil ganhou com a crise econômica, sob um determinado ponto de vista.

VollmensDe acordo com a diretora de marketing da Vollmens, Natalia Mendes, esse período trouxe oportunidade para a empresa vender mais, incluindo grandes marcas e clientes nacionais de menor porte como compradores. Ou seja, esses fabricantes puderam melhorar seus produtos, trazer mais valor agregado a seu portfólio e tornar-se mais competitivos com relação a marcas maiores e internacionais. Isso também é inovação.

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