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Millennials querem diversidade mais profunda que cor da pele

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As empresas que são diversificadas conservam os trabalhadores mais jovens por mais tempo, mas isso não se a resume a aumentar o número de mulheres na diretoria ou a contratar pessoas de diferentes grupos étnicos e raciais. Os trabalhadores da geração Y e os membros da geração Z – o grupo demográfico que vem depois da geração do milênio, nascido a partir de meados da década de 1990 – afirmam que a maior necessidade das empresas é contar com trabalhadores que tenham uma formação educacional variada, segundo um estudo da Deloitte.

A formação educacional supera idade, gênero, deficiência, etnia, status social, identidade ou orientação sexual e religião como uma área da diversidade em que, segundo os jovens trabalhadores, as empresas deveriam se empenhar mais, de acordo com a pesquisa realizada com mais de 12.000 membros das gerações Y e Z, de 36 países, no período de novembro de 2017 a meados de janeiro de 2018.

Essa percepção da diversidade é “mais introspectiva” e está relacionada com o que as pessoas mais jovens vivenciam: a existência de muitas trajetórias diferentes, em vez de uma rota educativa “restrita e monolítica”, disse Lawrence Loh, diretor do Centro de Governança, Instituições e Organizações da Faculdade de Administração da Universidade Nacional de Cingapura. “Eles querem que toda essa diversidade de caminhos seja reconhecida pelas empresas”, disse ele.

Uma força de trabalho diversificada pode ser fundamental para reter profissionais da geração do milênio em uma época em que muitos jovens funcionários acreditam que passar por vários empregos pode ser algo benéfico para a carreira.

Globalmente, quase 70 por cento daqueles que pretendem permanecer na empresa em que trabalham por mais de cinco anos consideram que sua organização é diversificada, e 56 por cento dizem que a equipe sênior da diretoria é diversificada. Na Ásia, essa tendência é mais acentuada: 80 por cento dos trabalhadores leais afirmam que sua organização é diversificada, e 74 por cento dizem que a equipe sênior da diretoria é diversificada. “A questão da inclusão já está cravada na mentalidade dos millennials”, disse Loh.

Fonte: Bloomberg

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