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Cosmetic InnovationDestaque Empresas & NegóciosNa indústria cosmética, afirmou, tem que provar

Na indústria cosmética, afirmou, tem que provar

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Metodologias de avaliação ajudam a comprovar efetividade de novos claims

Por Estela Mendonça

Por um lado, consumidores bem informados e exigentes e, por outro, uma indústria dinâmica, que inova todos os dias para atrair consumidores mais interessados em manter a saúde da pele, parecer mais jovens e se proteger das agressões a que estão expostos.

Todos os anos, são lançados no Brasil milhares de produtos que se propõem a acelerar a produção endógena de proteínas, estimular a renovação celular e promover a firmeza e o rejuvenescimento da pele. Esses lançamentos também incluem novos claims que sequer eram imaginados há alguns anos, como “equilibrar o microbioma da pele”, “ação antipoluição” ou “proteção contra a luz azul”.

São apenas promessas? Não mesmo. Todos esses benefícios prometidos têm que ser cientificamente comprovados para se transformarem em dizeres das embalagens ou mote de peças publicitárias de novos produtos cosméticos. É justamente este o negócio de algumas empresas que se dedicam a realizar testes in vitro e in vivo para avaliar como e quanto esses lançamentos são capazes de cumprir os claims ostentados.

Pesquisa integrada

O Grupo IPclin, que possui 5 centros de pesquisa, cada um focado em um tipo de pesquisa, desde estudos clínicos a estudos in vitro e com biologia molecular, todos livres de uso em animais, não apenas é uma dessas empresas, como também tem se destacado na atividade, especialmente por integrar vários métodos e tecnologias nas avaliações.

Bibiana Matte, diretora científica da Núcleo Vitro

“A pesquisa integrada envolve a construção do conhecimento, aliando o uso de metodologias capazes de desvendar o mecanismo biológico dos produtos até a análise de percepção de seus efeitos, com instrumentos, médicos especialistas e também consumidores”, explica dra. Bibiana Matte, diretora científica da Núcleo Vitro, empresa que integra o Grupo IPclin, acrescentando que, dentro desse conceito, é possível desenvolver diversos estudos para reforçar a diferenciação dos produtos de vários segmentos cosméticos, como anti-aging, fotoproteção, hidratação, prebiótico, entre outros.

Avaliação da ação prebiótica

Uma tendência que vem dominando os mais recentes lançamentos da indústria da beleza sustenta que o equilíbrio do microbioma da pele depende da presença de microrganismos saprófitos (fisiológicos), pequena quantidade de bactérias microrganismos patológicos e do equilíbrio e variedade de microrganismos presentes. “O microbioma da pele, quando em equilíbrio, tem função fundamental para manter a saúde da pele. Produtos com ação prebiótica estimulam seletivamente o crescimento de microrganismos saprófitos e ajudam, assim, na manutenção nesse equilíbrio”, diz dra. Bibiana. O microbioma é importante tanto na pele do corpo como no couro cabeludo e está relacionado, por exemplo, com a presença da caspa.

A metodologia exclusiva desenvolvida pelo Grupo IPclin utiliza análise metagenômica, que permite identificar a quantidade e a qualidade desse microbioma. “Dessa maneira, é possível trazer informações relevantes e claims diferenciados para os consumidores”.

Efeito antipoluição

Muitos estudos vêm demonstrando também que a poluição urbana é uma das grandes ameaças à saúde da pele, já que partículas de metais pesados e outros contaminantes, em contato com a pele e os cabelos, são capazes de penetrar nas camadas mais profundas, induzindo a degradação de colágeno e elastina e a liberação de radicais livres.

Cassiano Escudeiro, diretor do Grupo Ipclin

“Esses poluentes podem causar danos celulares, ressecamento, inflamação e manchas, que são sinais associados ao envelhecimento precoce da pele”, ressalta Cassiano Escudeiro, diretor do Grupo Ipclin. Este cenário criou um desafio inovador para a indústria cosmética: proteger e combater os efeitos da poluição na pele. “Geralmente, esses produtos atuam criando uma barreira contra a penetração dos agentes poluentes na pele ou ainda têm efeitos antioxidantes para impedir os danos celulares”.

De acordo com Cassiano, a eficácia de produtos antipoluição pode ser analisada com voluntários, por meio de uma metodologia inovadora de avaliação, e também a partir de avaliações de biologia molecular para desvendar qual o efeito do produto sobre as células na pele neste contexto. “Devido ao crescente número de pessoas vivendo em metrópoles com alta exposição à poluição, diversas consumidoras vêm buscando este tipo de produto para agregar à sua rotina de cuidado com a pele”.

Estímulo à síntese de colágeno

Um dos principais argumentos para afirmar que um produto ajuda a combater e até reverter os sinais de envelhecimento é demonstrar que ele ajuda a aumentar a produção de colágeno. “Afinal, ele é a proteína mais abundante no corpo, está presente em quase todos os órgãos e sua principal função é dar sustentação e elasticidade à pele, ossos, cartilagens, tendões e ligamentos”, justifica dra.  Bibiana.

Ao utilizar metodologias de biologia molecular, é possível analisar se os produtos têm potencial de estimular a síntese de colágeno e, inclusive, qual tipo de colágeno está sendo mais estimulado. As metodologias in vitro também são boas ferramentas para os profissionais que estão formulando novos produtos e estão na dúvida sobre qual ativo utilizar. “Com um screening in vitro, é possível garantir a avaliação de diferentes matérias-primas para analisar qual possui melhor custo-benefício para a fórmula final em questão de eficácia e também de custo para o produto final”.

Medindo a proteção solar

O Grupo IPclin também realiza avaliações dos fatores de proteção solar. Seguindo o método da ISO 24444, participam voluntários que não utilizaram qualquer preparação cosmética nas áreas de pele a serem estudadas nas 24 horas que precedem as medidas basais. Segundo Cassiano, o estudo se inicia com 10 voluntários, número que vai aumentando de acordo com a necessidade do cumprimento do critério estatístico. No primeiro dia do estudo, é realizada a exposição da pele à radiação UV emitida por um simulador solar, com um nível de intensidade energética pré-determinado e acréscimos de 12% a cada medição, o que resulta na MED (mínima dose eritematosa) da pele protegida e desprotegida de cada voluntário para o cálculo do FPS. No final do estudo, obtém-se a média e o desvio dos resultados obtidos. Uma avaliação específica da resistência à água de um produto também pode ser realizada, submetendo a pele por 40 ou 80 minutos em imersão para suportar o apelo de “produto resistente à água/suor” ou “produto muito resistente à água/suor”.

Mais complexa, para a avaliação do fator de proteção UVA, que deve corresponder a um 1/3 do FPS, são utilizados equipamentos que permitem obter quadruplicatas dos espectros de transmissão para o produto aplicado em um substrato de PMMA.

Proteção contra a luz azul

Recentemente, o Grupo IPclin desenvolveu uma metodologia exclusiva de avaliação de proteção da pele à luz azul. Dra. Bibiana explica que a proteção contra a radiação solar sempre foi tema de muitas pesquisas, mas a crescente utilização de aparelhos eletrônicos e das lâmpadas LED, responsáveis pela alta emissão de luz azul, trouxe também o entendimento de que esse tipo de luz é prejudicial a pele, olhos e metabolismo corporal.

A cientista destaca que a luz azul possui um comprimento de onda entre 400nm e 500nm do espectro visível e é emitida pela luz solar, lâmpadas e monitores. Por ser uma fonte com alta energia, pode penetrar nos tecidos e promover alterações celulares, como os processos oxidativos, danos no DNA mitocondrial e até morte celular. “A metodologia proposta envolve cultura de células vivas da pele e consegue identificar se o produto protege as células dos danos. Este tipo de claim está tendo muita procura para diferenciar produtos de proteção solar ou produtos multifuncionais”.

Eficácia repelente

Utilizando-se de mosquitos de ambos os sexos criados em biotério, segundo Escudeiro, o teste de eficácia de um produto repelente, realizado pela Auge, empresa que também integra o Grupo IPclin, é conduzido em uma sala climatizada, onde é  realizada a avaliação prévia, expondo-se o antebraço do voluntário antes da aplicação da substância teste, o que permite verificação da atratividade ou repelência natural do voluntário.

Em seguida, o produto teste é aplicado nos antebraço, iniciando-se as avaliações de pousos e picadas. O teste será interrompido com a ocorrência da confirmação da primeira picada. “A média de tempo em várias exposições até ocorrer a primeira picada indicará o tempo de ação repelente da substância teste”.

Mais avaliações dermatológicas

Dra. Leila Bloch, diretora médica do Grupo Ipclin

Dra. Leila Bloch, diretora médica do Grupo Ipclin, cita outras duas avaliações muito utilizadas que permitem confirmar os claims “oftalmologicamente e dermatologicamente testado” e “ginecologicamente e dermatologicamente testado”. Ambas avaliam a aceitabilidade dos produtos em condições normais de uso por meio de acompanhamento médico.

A primeira é realizada com 30 voluntários sadios de ambos os sexos, com a pele íntegra na região dos olhos, e consiste na aplicação do produto em condições normais de uso do produto com disponibilidade médica por 24 horas para eventuais reações adversas.

Já para a avaliação de aceitabilidade com acompanhamento clínico dermatológico e ginecológico em condições normais de uso de um produto é feita com 30 voluntárias com pele e mucosa íntegras na região do estudo. O produto é fornecido para que apliquem o produto em domicílio, conforme o modo de uso informado fabricando, o que é confirmado por acompanhamento.

“Com as informações mais acessíveis sobre o que faz bem e o que prejudica a pele, os consumidores também se tornam mais atentos e exigentes em relação aos produtos oferecidos, o que aumenta a demanda por eficácia concreta, profunda e comprovada”, finaliza Cassiano Escudeiro.

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