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Cosmetic InnovationInternacional RadarNotas Naturais: Onde a fragrância se encaixa no nicho da beleza natural

Notas Naturais: Onde a fragrância se encaixa no nicho da beleza natural

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Perfume, parfum, água de toilette, colônia, spray corporal, óleos essenciais – tudo isso está entrando em contato com o movimento da beleza natural. E, mais cedo do que se pensava, na cadeia de suprimentos, as iniciativas de abastecimento natural estão se tornando muito interessantes.

Como parte da pesquisa dos leitores do Cosmetics-Design deste ano, os especialistas em cosméticos, cuidados pessoais e fragrâncias foram questionados sobre as tendências da indústria, incluindo todas as questões naturais. “E 70% reconhecem que suas empresas estão produzindo, agora, mais produtos que podem ser descritos como naturais, baseados em biologia ou verdes do que em anos passados”.

Esses 70% abrangem toda a indústria da beleza, sendo que marcas de fragrâncias, fabricantes e seus fornecedores fazem parte desse mix. E essa não é a única indicação de que perfumes naturais e notas de fragrâncias naturais estão ganhando participação de mercado.

Fatos reais do varejo

Alguns dos principais verejistas de beleza, como a Sephora, vendem atualmente fragrâncias naturais, designadas como tal. A Ellis Brooklyn (marca fundada pelo colunista Bee Shapiro, do New York Times) e a Lavanila Laboratories (da Danielle Raynor) estão entre as marcas de fragrâncias naturais disponíveis nas suas lojas.

A Pour le Monde, a marca que Wendi Berger lançou em 2013, está disponível na Macy’s há um ano, e foi recentemente nomeada para a lista “Best of the World” da BCorp. Comentando sobre o movimento de beleza natural no final de 2016, Berger apontou que “tem havido um enorme crescimento no espaço de beleza natural, à medida que mais consumidores questionam os ingredientes encontrados em personal care. Eles examinam, responsabilizam as empresas e esperam transparência, eqüidade, ingredientes de origem sustentável e produtos livres de crueldade”.

E ela continuou a explicar como viu essa mudança de mercado: “À medida que os recursos naturais se tornam mais acessíveis, as empresas tradicionais de cosméticos estão agora eliminando ou modificando alguns ingredientes questionáveis, substituindo-os por alternativas mais seguras para satisfazer a demanda do consumidor. Enquanto skin care e maquiagem tomaram precedente, estamos fazendo mais pessoas entenderem, agora, que as fragrâncias comerciais são o mais distante do natural”.

Outras marcas populares de fragrâncias naturais disponíveis hoje incluem: Ojai Wild, Abel, Lurk, Rich Hippie, Pacica, Providence Perfume Company e Tsi-La Organics.

Aspectos práticos das marcas indie

Dito isto, as marcas de fragrâncias indie como Pour le Monde, Ojai Wild e inúmeras outras são inovadoras quando se trata de tecnologia de ingredientes, aromas experimentais e pureza das formulações.

Essas marcas inovadoras estão forçando os profissionais de criatividade, tecnologia e ciência a trabalharem em (ou adjacentes à) fragrância para fazer negócios de forma mais eficiente. Algumas marcas naturais usam apenas ingredientes de fragrâncias que são encontrados e obtidos de forma sustentável a partir do ambiente natural; outros vêem a categoria de forma muito mais ampla.

Atualidades em naturais

Nem todos os insumos naturais e ingredientes de beleza ocorrem naturalmente. Para fins de escala e indústria, muitos desses ingredientes e notas são produzidos somente com a ajuda de um pouco de habilidade técnica. Isso inclui notas de fragrâncias baseadas em biotecnologia.

Empresas de biotecnologia como a Ardra Bio e a Ginkgo Bioworks estão fabricando notas de fragrâncias com a ajuda de microrganismos cuidadosamente elaborados e cultivados (como leveduras ou algas).

Em maio deste ano, a Ginkgo Bioworks anunciou que um projeto realizado em conjunto com o renomado fabricante de fragrâncias Robertet levou a notas de fragrâncias fermentadas (feitas com a ajuda das chamadas leveduras desenhadas), tendo sido disponibilizadas pela primeira vez em escala comercial. Bob Weinstein, presidente da Robertet Ingredients e CEO da Robertet USA, comentou em um comunicado de imprensa sobre a parceria: “Estamos felizes em trabalhar com o Ginkgo na próxima geração de ingredientes para aromas e fragrâncias. Estamos orgulhosos de ter alcançado esse marco na fermentação em escala comercial e esperamos continuar desenvolvendo ingredientes inovadores no futuro”.  E não foi a primeira vez que as duas empresas se uniram; elas, primeiramente, trabalharam em conjunto em um aroma de rosa fermentado e, em seguida, em uma coleção de notas de lactona.

E o que parecia ser um grande progresso em maio deste ano, em um futuro não tão distante, já será algo pequeno. No início deste mês, a Ginkgo assinou um acordo com uma empresa de tecnologia de automação chamada Transcriptic Robotics; a Ginkgo espera que a parceria em breve reduza a produção de biologia sintética da empresa.

Quanto à Ardra, a empresa “fabrica produtos químicos especiais de alta pureza, sem petróleo, que precisam de aplicações na indústria de cosméticos”, de acordo com informações do seu próprio site. E enquanto seu primeiro ingrediente era o 1,3-butanodiol ou 1,3-butilenoglicol, a empresa se juntou ao programa de incubadora da J&J há pouco tempo. E, nos materiais que a J&J distribuiu à imprensa na época, a Ardra foi listada como uma empresa que “fabrica aromas e fragrâncias naturais de alta qualidade através da biologia sintética”. Portanto, seria razoável assumir que a Ardra está disponibilizando sua tecnologia biocatalítica para fazer novas notas de fragrâncias ou notas biossimilares.

Fonte: Cosmetics-Design

Traduzido po FLD Traduções

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