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Cosmetic InnovationDestaque Matérias EspeciasO futuro da indústria da beleza é natural, ético, transparente e sustentável

O futuro da indústria da beleza é natural, ético, transparente e sustentável

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Das grandes às pequenas marcas, todas estão em busca de adequação às demandas de consumidores mais conscientes


Por Estela Mendonça 

Se variam em números, as previsões das empresas de pesquisas tem previsões semelhantes sobre o grande boom esperado para os cosméticos naturais e orgânicos. Este mercado já foi encarado como nicho, megatendência e nos próximos anos tem tudo para se tornar condição de sobrevivência da maioria das marcas.

A Grand View Research prevê que o tamanho do mercado global de  produtos de higiene pessoal orgânicos atinja US$ 25,11 bilhões até 2025, com um crescimento anual de 9,4% durante o período previsto. Para isso ocorra, a empresa de pesquisa também aposta no aumento dos investimentos de P&D para introduzir extratos vegetais aprimorados em vários produtos. Em 2018, esse mercado foi impulsionado pelos produtos de skin care, seguido dos de hair care.

Segundo o relatório da Grand View Research, a crescente demanda por produtos orgânicos resultou em um aumento em sua disponibilidade em supermercados, shoppings e drogarias. Além disso, o crescimento das vendas online, onde os consumidores podem acessar uma ampla gama de produtos de qualquer parte do mundo, tem sido a principal razão para o aumento da acessibilidade e espera-se que continue sendo um fator  essencial para o crescimento do mercado no período previsto. “As lojas online também oferecem aos consumidores a oportunidade de obter acesso a produtos que, de outra forma, não estariam disponíveis em lojas e shoppings locais, o que os tornou especialmente populares nos mercados emergentes”.

Já na previsão da Future Market Insights o mercado global de cosméticos orgânicos e naturais deverá fechar 2019 com vendas de US$ 36 bilhões e alcance a marca de US$ 54 bilhões até 2027, com uma elevação anual de 5,2% durante esse período.

Potencial brasileiro

No Brasil, de acordo com a Mintel, este mercado ainda não decolou, mas o potencial é enorme. Juliana Martins, especialista sênior de Beleza e Cuidados Pessoais, em apresentação durante a in-cosmétics Latin América, realizada em setembro, em São Paulo, mostrou que, enquanto na Europa os lançamentos de produtos naturais superaram os 40% e representaram em torno de 30% na Ásia, 15% nos EUA, no Brasil não chegaram a 10%.

Apesar dos números tímidos de lançamentos de produtos naturais e orgânicos, Juliana destacou que 53% dos brasileiros estão interessados em produtos de beleza naturais, 40% têm interesse em usar produtos para face e corpo feitos com plantas e frutas brasileiras, 31% pensam que os produtos com ingredientes naturais e orgânicos são mais efetivos que os que usam ingredientes químicos, 29% estão interessados em produtos naturais veganos para os cabelos e 33% das mulheres pensam que a maquiagem facial que contenha ingredientes naturais é importante.

Segundo o mais recente estudo Estilos de Vida 2019 da Nielsen, o meio ambiente já aparece como uma das 10 principais preocupações do brasileiro, ficando atrás apenas da violência, serviços públicos, aumento no custo de vida, educação e economia.  Para Higiene e Beleza, os produtos com ingredientes naturais são destaques desse movimento, crescendo 18%, frente ao incremento total de 3,5% da cesta (2018 vs. 2017). Os produtos voltados para cuidados do cabelo são os principais responsáveis (95%) pelo resultado. Para um terço da população brasileira, sustentabilidade já está entre as 3 principais preocupações do consumidor.

Essa tendência reflete o que acontece no restante do planeta. Segundo a Euromonitor, entre os principais lançamentos de produtos para cuidados com cabelos de 2018 globalmente, os “greens, cleans e naturais” figuram com uma fatia de  55%.

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Descomplicando conceitos

Para a DSM, de acordo com o gerente técnico regional Luis Julian, a necessidade de ingredientes considerados naturais e orgânicos vai além da necessidade de atender nichos de mercado. “Atualmente a presença de ingredientes de origem natural em cosméticos e quase uma premissa, e isso não se deve simplesmente ao claim de naturalidade ou vegetalização. Deve-se a real performance dos ingredientes”.

Luis Julian, gerente técnico regional da DSM

Julian explica que pesquisas com ingredientes naturais e desenvolvimento de novos métodos de cultivo e fermentação em biorreatores, levaram a companhia a um patamar de “arte de produção”, na qual se pode associar o aspecto natural com benefícios cosméticos que superam o desempenho de produtos sintéticos.

“Somos reconhecidos como uma empresa de ciência e tecnologia, e isso, as vezes pode parecer ‘menos natural’. Mas ao analisarmos nosso portfólio de matérias-primas para aplicação cosmética, concluímos que mais de 45% de nosso portfólio tem origem natural, e este valor tende a aumentar a cada ano”, prevê.

O execultivo observa que muitas vezes os formuladores não sabem qual das diferentes definições de “natural” ou “orgânico” devem usar, e isso acaba por dificultar a escolha dos ingredientes. Por isso, a DSM decidiu criar um conceito chamado “House of Naturals”, no qual deixa clara a classificação de seus ingredientes em três categorias: Certificado Orgânico, Verificado Natural e Origem Natural (ISO 16128). “Classificando os produtos nestas três categorias de maneira simples e direta, nossos clientes têm maior facilidade e tranquilidade na escolha dos ingredientes de suas composições”.

Ele cita como exemplo os produtos da linha Alpaflor, que é totalmente certificada como orgânica e atende também os demais principais requisitos de sustentabilidade incluindo os aspectos de relações com produtores, manejo da terra e água. Mas além das certificações, todos os extratos de flores da linha Alpaflor, apresentam alta performance em suas diversas aplicações, seja com foco em tom da pele, redução de sensibilidade, redução de oleosidade, entre outros, ou seja, a naturalidade não prejudica o desempenho. Os resultados estão apresentados em vários estudos científicos e testes clínicos.

Além dos extratos de flores dos Alpes, a empresa também oferece extratos de algas cultivadas em biorreatores como o Pepha-Age, que é um ativo contra os danos causados pela luz azul, e o Pepha-Tight que apresenta efeito tensor imediato na pele facial.

Desafios e restrições

Na avaliação de Rosangela Barzinski Gonzalez, gerente técnica da Chemspecs, distribuidora brasileira de insumos para os mercados cosmético e farmacêutico, o desenvolvimento de produtos naturais e orgânicos ainda é muito desafiador, já que os formuladores devem atender às normas das certificadoras, quanto às restrições impostas a diversos ingredientes, como corantes, fragrâncias e conservantes sintéticos, além de polietilenoglicóis (PEGs), quaternários de amônio, silicones, dietanolamidas e derivados de petróleo. “Com essa limitação de ingredientes permitidos, tornou-se ainda mais complexo o processo de desenvolvimento de formulações estáveis, com ótimo sensorial e alta performance”.

A boa notícia, segundo Rosangela, é que estão surgindo cada vez mais opções de matérias-primas aprovadas pelos órgãos certificadores, possibilitando desenvolver produtos naturais e orgânicos tão eficientes quanto os produtos obtidos com matérias-primas de origem sintética.

Rosangela  Barzinski Gonzalez, gerente técnica da Chemspecs

Rosângela explica que, para produtos de limpeza capilar e de pele, já é possível desenvolver formulações de shampoos, sabonetes e outros itens com ótima performance, pois a lista de tensoativos aprovados para uso em produtos naturais é bem extensa. “A mistura dos diferentes tipos de tensoativos permite o desenvolvimento de produtos cosméticos naturais para limpeza suave e com espumação adequada para o mercado brasileiro, tais como tensoativos aniônicos, anfotéricos e não iônicos, como os derivados de glucose, que apresentam maior suavidade”.

Entretanto, ela reconhece que, no caso dos produtos de tratamento capilar, por exemplo, a maioria das matérias-primas usuais e eficazes, que proporcionam condicionamento e desembaraço, ainda é de origem sintética e, portanto, sem certificação, mas isso também está mudando.

A Chemspecs dispõe de soluções para desenvolvimento de formulações para pele e cabelos como emulsionantes, doadores de viscosidade e emolientes, que são fundamentais em formulações cosméticas para o tratamento da pele e cabelos, pois são responsáveis pelo toque e espalhabilidade dos produtos. “Quando utilizamos uma combinação de emolientes de baixa, média e alta espalhabilidade, podemos obter o efeito denominado ‘cascata de emolientes’, que proporciona uma sensação mais prazerosa ao consumidor durante a aplicação do produto”, aconselha.

Entre os emolientes aprovados pelos principais órgãos certificadores, ela destaca os de baixa espalhabilidade Cegesoft PS6 (Ollus Oil) e Cegesoft PFO (Passiflora Incarnata Seed Oil), os de média espalhabilidade Myritol 318 (Caprylic/Capric Triglyceride) e Eutanol G (Octyldodecanol) e os de alta espalhabilidade Cetiol CC (Dicaprylyl Carbonate) e Cetiol Ultimate (Undecane and Tridecane)

A gerente ressalta ainda que a Chemspecs ganhou um reforço de ativos certificados em seu portfólio com a aquisição da distribuidora pela Tovani Benzaquen, do grupo holandês Barentz BV, anunciada em julho.  Os novos produtos oferecidos incluem a linha de antioxidantes naturais Tocoblend, ácidos hialurônicos, além de esfoliantes e óleos essenciais com certificação orgânica.

Impactos e benefícios

“O mercado de naturais e orgânicos ainda enfrenta alguns grandes desafios para poder alavancar seu crescimento, o que é bastante comum quando falamos sobre produtos entrantes e tendências que se tornam verdadeiras mudanças comportamentais e de consumo”, avalia Flavia Zanella, gerente regional de marketing de Personal Care para a América Latina da Croda.

Um dos principais desafios, para Flávia, está relacionado à variedade de matérias-primas e especialidades disponíveis que atendam aos protocolos e certificações, que ainda demandam altos investimentos para o desenvolvimento de uma linha de produtos. “Apesar de as pesquisas de mercado indicarem que 41% dos brasileiros já pensam em sustentabilidade e produtos mais naturais ou verdes na hora de comprar, o preço mais alto desses produtos ainda é fator determinante de decisão”.

Flavia Zanella, gerente regional de marketing de Personal Care para a América Latina da Croda

A execultiva reforça que o desenvolvimento de uma linha de produtos naturais ou orgânicos está intrinsicamente ligado ao posicionamento de mercado esperado por este novo consumidor e precisa estar conectado em três frentes: impacto social, impacto ambiental e os benefícios e claims oferecidos. Ela destaca o Crodarom Banana Flower®, um coproduto da indústria de alimentos, extraído da flor masculina da bananeira, que não dá frutos e, portanto, não impacta a produção da fruta.

Nativa da região Ásia-Pacífico, a bananeira se espalhou pelo continente africano e hoje se tornou símbolo do clima tropical e é uma das frutas mais consumidas no mundo. Como a principal colheita de alimentos na ilha de Mayotte, a banana é um dos alimentos básicos da população local. Muito conhecida por seus benefícios à saúde, a flor masculina da bananeira, de acordo Flávia, é rica em fibras e mucilagem, com propriedades hidratantes e com benefícios prebióticos, que ajudam a equilibrar o microbioma da pele e a protegê-la das agressões externas.

Crodarom Banana Flower® pode ser aplicado em uma ampla gama de produtos de cuidados pessoais e cosméticos, como banho, desodorantes e antiperspirantes, pós-sol, cuidados para a pele do corpo, do rosto e pescoço, contorno dos olhos, lábios, pernas e pés, além de demaquilantes e produtos para depilação. Em hair care, as aplicações incluem shampoos, condicionadores enxaguáveis e leave on e produtos para tratamento do couro cabeludo.

Extração com respeito

Através de sua campanha “Be ACTIVEly commited”, a Crodarom, subsidiária francesa do Grupo Croda especializada em extratos vegetais,  desenvolveu uma parceria win-win (ganha-ganha) sustentável e responsável com o seu fornecedor em Mayotte, pela qual os produtores locais  assinaram  o “Código de Conduta Crodarom”, um compromisso de respeito  às relações humanas, ao meio ambiente e às compras responsáveis.

A produção se dá por meio da agrossilvicultura, que combina espécies florestais com culturas agrícolas, com o objetivo melhorar o aproveitamento dos recursos naturais e a produção de alimentos. “Essa técnica otimiza o uso da água porque não requer irrigação e a cultura é autogerenciada”, destaca Flávia, ressaltando que a Crodarom, com a compra de equipamentos, ajudou a melhorar as condições dos trabalhadores da lavoura, melhorando a segurança e o conforto no trabalho. Além disso, ofereceu treinamento para os produtores para incentivar o uso da agricultura orgânica e a sensibilizar as pessoas sobre a importância de preservação do meio ambiente.

Crodarom Banana Flower®, além de certificação Cosmos e 99,4% de origem natural, de acordo com a ISO 16128, tornou-se o primeiro extrato da indústria cosmética a receber o rótulo Gold, sob a ferramenta de avaliação ERI360 – Eco Responsible Ingredient, que permite a visão 360º da sustentabilidade de um ingrediente, seguindo o perímetro cradle-to-gate (do berço ao portão).

12º objetivo da ONU

Elaine Scarelli, líder regional de Home & Personal Care da DuPont Nutrition & Biosciences, lembra que o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU de número 12 (assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis) garante que o holofote sobre esse tema não desapareça. “Com a pegada ecológica dos produtos influenciando as decisões de compra, as marcas de produtos de cuidados pessoais precisam de mais opções. Uma solução é usar ingredientes naturais inovadores para atender às demandas de sustentabilidade e desempenho em categorias como de cuidados com pele e cabelo, produtos de banho e maquiagem”.

Para ela, os derivados de origem natural resultantes do processamento de alimentos são uma maneira de atender consumidores cada vez mais conscientes. “Por reduzir o desperdício e melhorar a eficiência, o uso desses derivados pode contribuir para que produtos sustentáveis de cuidado pessoal e cosméticos se tornem algo possível e desejável”.

Avaliação do ciclo de vida

Considerando que os impactos ambientais e sociais ocorrem ao longo do ciclo de vida de um produto, a DuPont Nutrition & Biosciences adota uma abordagem abrangente no desenvolvimento de produtos, incluindo a avaliação do ciclo de vida (ACV) como parte de uma análise abrangente da sustentabilidade.

Seguindo a metodologia ISO 14040, a DuPont avalia o impacto do “berço ao portão” – da produção de matérias-primas e energia até a fabricação dos produtos. “Esta abordagem holística garante que cada passo ao longo do caminho cumpra nossos valores fundamentais e padrões de sustentabilidade”.

Para exemplificar como isso se dá na prática, Elaine cita a beterraba sacarina, que representa cerca de 20% da produção mundial de açúcar. Ela também é uma fonte de betaína, um osmólito natural que administra o equilíbrio de água nas células, atraindo e mantendo a umidade. “Como tal, é um ingrediente valioso com benefícios de hidratação e proteção para aplicações em cosméticos para pele e cabelo, assim como para maquiagens”.

Segundo Eliane, o processo de produção natural de betaína do Genencare® OSMS é baseado em parcerias da DuPont com processadores de beterraba sacarina. Isso significa que eles podem aumentar a produção de açúcar, extraindo mais do melaço e, ao mesmo tempo, recuperar um subproduto rico em betaína, chamado melaço de betaína, que geralmente tem pouco uso além da alimentação animal.

Esse melaço é transportado para uma unidade de produção DuPont na Finlândia, onde a betaína é extraída usando métodos patenteados de filtragem, separação e cristalização. Outro valioso subproduto, o inositol, é recuperado e usado para aplicações de nutrição e cuidados pessoais.

Segundo Elaine, uma avaliação do ciclo de vida da betaína produzida usando esse processo, feita por terceiros e revisada por pares, mostra uma pegada de carbono de 1,83 Kg CO2 eq/kg e uso de energia não renovável de 44,1 mm/kg. “Para colocar isso em perspectiva, as avaliações do ciclo de vida para shampoo disponív

eis na literatura identificaram o aquecimento da água para o chuveiro como a parte mais impactante da cadeia de suprimentos. Desligar o chuveiro um segundo antes seria mais do que o necessário para compensar os impactos da betaína no shampoo, ainda se beneficiando do desempenho deste produto”, garante.

O resultado desse tipo de avaliação abrangente do ciclo de vida vai além dos dados de sustentabilidade e da transparência. Segundo a executiva da DuPont, identificar precisamente qual é o impacto ambiental em cada etapa gera oportunidades para melhorar o processo de fabricação. “A otimização do processo de evaporação gerou uma economia de energia de 30% e o impacto pode ser ainda mais reduzido ao usar mais biomassa no mix de combustível”, afirma.

Suavidade sem sulfato

Tatiana Gargala

Tatiana Gargalaka, gerente de marketing da Divisão Aminoscience da Ajinomoto

Tatiana Gargalaka, gerente de marketing da Divisão Aminoscience da Ajinomoto, chama a atenção para o fato de que, enquanto os produtos naturais e orgânicos continuam a ganhar relevância para o consumidor brasileiro, algumas categorias sofrem um desafio adicional para substituir ingredientes convencionais por alternativas de origem vegetal que apresentem performance satisfatória, tanto para os formuladores como para o consumidor, como é o caso dos surfactantes à base de sulfatos.

Para superar esse grande desafio, a Ajinomoto oferece o Amisoft® ECS-22W, um surfactante aniônico suave de origem vegetal, com alto índice de biodegradabilidade e com certificação Ecocert. “É uma excelente opção, tanto para as formulações sulfate-free quanto às com perfil maior de vegetalização. Adicionalmente, é comprovadamente suave com pele e cabelo”, destaca Tatiana.

Segundo a executiva, o Amisoft® ECS-22W traz diversos benefícios ao formulador na criação de produtos de personal care.  “É um surfactante versátil, que permite a criação de fórmulas sulfate free ou que requeiram maior índice de vegetalização, como shampoos, sabonetes em barra e líquidos, produtos infantis, espumas de barbear e outras formulações que demandem suavidade mas com efetivo poder de limpeza”, garante.

Para os consumidores, os benefícios também são atraentes. No caso de shampoos, por exemplo, apesar da suavidade, possui alto poder de limpeza, degradando menos as cutículas e causando menos danos aos cabelos, por conta da redução da perda proteica durante a lavagem. “Outro grande diferencial, quando comparado à limpeza com outros surfactantes, é sua funcionalidade no cabelo afro, facilitando a penteabilidade e conferindo menos frizz e volume”, ressalta.

Tatiana reforça que as propriedades que avalizam o Amisoft® ECS-22W como uma alternativa eficaz aos surfactantes convencionais para melhorar a suavidade das formulações foram amplamente testadas pela companhia. “A Ajinomoto possui diversos testes e estudos que comprovam seus benefícios, que estão à disposição para consulta e podem ser solicitados ao nosso time de vendas”.

Prontos para consumo

Walmart em marca própria natural nos EUA

São muitos lançamentos pelo mundo que reforçam que a beleza natural e orgânica está caminhando para atingir o mercado de massa. Prova disso é a crescente aposta das grandes varejistas, como o Walmart, que lançou nos Estados Unidos uma linha de produtos de beleza de marca própria que promete popularizar os cosméticos naturais. Vendidos por menos de US$ 10 por item, a linha Earth to Skin possui quatro coleções, incluindo Super Fruits, Honey, Super Greens e Tea Time, que incluem tônicos, séruns, géis, máscaras e cremes. A nova linha de produtos para a pele não contém parabenos, ftalatos, petrolato, óleo mineral, sulfatos ou glúten. O lançamento mantém o Walmart em sintonia com a Amazon, que em março estreou uma linha de produtos para a pele de 12 produtos chamada Belei, com fórmulas livres de parabenos, ftalatos, sulfatos e fragrâncias.

O portal Cosmetic Innovation destacou alguns lançamentos de produtos exemplificam bem a abordagem natural que vem sendo adotada pelas marcas.

Coloração natural

A Biolage promete reverter todas as noções de desempenho das colorações naturais com o lançamento do Biolage Color, uma das primeiras ofertas de coloração de cabelo à base de plantas a chegar ao mercado. De acordo com a empresa, as fórmulas são 100% livres de amônia, disponíveis em 20 tons inspirados na natureza. O lançamento é dirigido ao mercado profissional para atender clientes que tingem os cabelos pela primeira vez, que têm cabelos frágeis ou danificados ou com alergias e sensibilidade a fragrâncias e ingredientes. Os produtos contêm entre 82% a 100% de ingredientes à base de plantas, incluindo hena, folhas de cássia e óleo de coco. Biolage Color  também é vegano e sem glúten.

Biolage Color, coloração capilar à base de plantas

Depois do chá

Depois de grande sucesso no mercado de chás, a Desinchá decidiu lançar uma linha com 17 itens de cosméticos, incluindo maquiagem e perfume. Com fórmulas cruelty-free, veganas e naturais, a marca estreou com uma máscara facial à base de chá: a  Matcha Máscara Detox, de controle de oleosidade, é o primeiro lançamento de uma gama de 17 itens.

Linha de cosméticos naturais da Desinchá

Ziriguidum

A Goiabada Hidratante, neurocosmético de bem-estar da linha Ziriguidum da Feito Brasil, produto certificado com 98,5% natural, combina duas texturas: hidratante intenso enriquecido com ativos que ativam a liberação de beta-endorfinas e estimulam a microcirculação, e gel que equilibra com um toque refrescante e traz pequenas cápsulas (similares às sementes de goiabada) que, em contato com a pele, liberam Vitamina E.

Goiabada Hidratante, neurocosmético da Feito Brasil

Ingredientes agroecológicos

A linha de batons veganos da Souly Beauty tem óleos essenciais que hidratam e estimulam o volume dos lábios. Os produtos contêm em sua fórmula ingredientes orgânicos e agroecológicos. Eles também são livres de petroquímicos, sem metais pesados e sem crueldade animal.

Batom vegano da Souly Beauty

Bases naturais

A Simple Organic lançou no início do ano a mais completa linha de bases orgânicas e veganas. São formuladas com ingredientes orgânicos, veganos e cruelty-free. O portfólio é livre de parabenos, silicone, pigmentos sintéticos, metais pesados, fragrância sintética, triclosan, sulfatos, derivados de petróleo.

Linha de bases naturais da Simple Organic

Virando o jogo

A Skala Cosméticos, mudando de posicionamento,  lançou a Skala The Gardener, marca de produtos para cabelo e corpo com fórmulas biodegradáveis, ricas em ativos naturais de frutas, flores e vegetais de origem orgânica e também livres de diversos ingredientes indesejáveis como parabenos e silicones. Além disso, as embalagens são feitas de plástico 100% reciclado e possuem o ativo P-life, tecnologia desenvolvida no Japão, que reduz o tempo de decomposição para até 10 anos (no tempo normal, esse processo leva 400 anos).

Skala The Garden, nova marca da Skala

Seminário Green Cosmetics

Para quem está em busca de uma oportunidade de aprofundar as discussões sobre os temas mais relevantes do mercado de cosméticos naturais e orgânicos, a dica é participar do Green Cosmetics – Seminário de Tecnologia Verde & Sustentabilidade em Cosméticos, que será realizado nos dias 23 e 24 de outubro em São Paulo.

O evento, que é organizado pela Innovation Business Media e promovido pelo Portal Cosmetic Innovation, abordará desafios do setor, gerenciamento de cadeias de fornecimento sustentáveis, assuntos regulatórios, inovações em ingredientes e formulações, embalagens ecológicas, insights, movimentos e tendências em cosméticos verdes e sustentabilidade, entre outros temas.

Agradecemos a leitura, compartilhe!

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