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Cosmetic InnovationColunistasOs óleos vegetais nas formulações cosméticas: conheça suas propriedades e indicações

Os óleos vegetais nas formulações cosméticas: conheça suas propriedades e indicações

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Como os óleos vegetais atuam na manutenção da barreira cutânea e como podem ser incorporados em ativos cosméticos

Os óleos vegetais são utilizados há séculos para diversos motivos, desde culinária, até produtos cosméticos e farmacêuticos. Nesse artigo, vamos abordar os mais diversos óleos vegetais utilizados em produtos cosméticos, evidenciando suas propriedades, indicações e principalmente como eles influenciam na manutenção da barreira cutânea, evitando seu ressecamento e diversas doenças, como dermatites atópicas e eczemas. Confira!

Para melhor entendermos o funcionamento dos diversos benefícios apresentados pelos óleos vegetais, primeiro devemos entender um pouco sobre a estrutura da pele. Vamos começar pelo estrato córneo:

O estrato córneo (EC) atua como uma parede, onde os corneócitos representam os tijolos e a lamela lipídica intercelular atua como a “argamassa”, que mantém tanto a integridade do estrato córneo, quanto a barreira permeável da pele.

Alguns lipídios (precursores das ceramidas, ácidos graxos livres e parte do colesterol) são sintetizados nos queratinócitos, no estrato granuloso, e liberados dos corpos lamelares na interface estrato granuloso/estrato córneo, e então são secretados na superfície da pele pelas glândulas sebáceas.

Os lipídios extracelulares são então enzimaticamente modificados para se tornarem ligeiramente hidrofóbicos e organizarem a estrutura lamelar.

A barreira permeável da pele é promovida pela matriz extracelular lipídica, que é composta de ceramidas, ácidos graxos livres e colesterol. Além da função de permeabilidade, essa barreira possui função de proteção contra patógenos e agentes químicos. Essa propriedade é atribuída à fraca acidez do pH da superfície da pele, e às bases esfingóides livres geradas pelas ceramidas epidermais, e peptídeos antimicrobianos no compartimento intercelular.

Os componentes do fator natural de hidratação, presentes nos corneócitos, são essenciais para a manutenção da hidratação do EC. A boa hidratação do estrato córneo mantém a sua integridade, que, por sua vez, mantém a homeostase da barreira cutânea.

A composição do fator natural de hidratação inclui aminoácidos livres, ácido carboxílico da pirrolidona (PCA), ácido lático, ácido urocânico, ácidos orgânicos, peptídeos, açúcares, ureia, citratos, glicerol, etc. A filagrina, um dos marcadores de diferenciação terminais da epiderme, é o fator crucial que determina a hidratação do estrato córneo.

A dermatite atópica

Dermatite atópica (DA) é uma doença crônica muito comum de inflamação da pele. A patogênese dessa doença é atribuída tanto pela disfunção da barreira cutânea, quanto pela inflamação crônica do Th2 na pele. Deteriorações na função da barreira cutânea estão inevitavelmente presentes em alguma parte da superfície da pele dos pacientes com dermatites atópicas, independentemente da aparência da pele, logo, essa deterioração é considerada um evento primário na patogênese da DA. É comprovado que os danos na barreira cutânea favorecem também a sensibilização alérgica.

Estudos clínicos demonstraram que o uso de sabonetes, emolientes, e hidratantes apropriados pode impedir o avanço das dermatites e alergias, pela melhora da hidratação do estrato córneo.

Pesquisas demonstraram que as citocinas relacionadas com o Th2 exacerbam os prejuízos da barreira cutânea pela modificação tanto da diferenciação dos queratinócitos, quanto da síntese lipídica do compartimento intercelular do estrato córneo.

Estudos indicam que intervenções com o uso de produtos que possam restaurar a hidratação do estrato córneo (restaurando também as funções da barreira cutânea), como sabonetes, emolientes e hidratantes, pode tanto prevenir quanto interromper o progresso de dermatites atópicas.

A cicatrização

A cicatrização é um processo dinâmico e estritamente regulado de mecanismos celulares, humorais e moleculares. Esse processo é dividido em quatro fases: hemostase, inflamação, proliferação e remodelamento tecidual.

Na fase de hemostase, a cascata de coagulação é instantaneamente ativada por uma ferida, criando uma matriz temporária de ferida.

A fase de inflamação consiste em uma resposta imune inata crucial na degradação e limpeza dos detritos de tecidos e patógenos no local da ferida. Neutrófilos polimorfonucleares (NPM) liberam espécies reativas de oxigênio (ERO) e óxido nítrico, facilitando a degradação de organismos estranhos, e iniciando a fagocitose dos patógenos. Além disso, os NPM secretam altos níveis de colagenase, elastase e matrizes de metaloproteinases, que degradam células danificadas e matriz extracelular. Macrófagos trabalham na fagocitose de patógenos e detritos celulares.

A inflamação pode afetar positiva ou negativamente o processo de cicatrização. Inflamação excessiva e de longa duração está relacionada com um número maior de macrófagos, resultando em cicatrizações prejudicadas. Além disso, níveis excessivos de matrizes de metaloproteinases que estão relacionadas com NPMs e macrófagos, geram danos excessivos à matriz extracelular. Isso interfere na formação de um andaime para que novas células possam migrar e se proliferar no local das feridas.

Além disso, os radicais livres e seus produtos de oxidação presentes nas feridas podem danificar ainda mais o tecido. Apesar de os EROs serem parte dos circuitos normais de regulação da função da barreira cutânea, inflamação e cicatrização sob condições fisiológicas, um excesso de radicais livres é prejudicial ao processo de cicatrização.

Inflamação e proliferação celular

A pele é diariamente atacada por diversos estímulos exógenos. Esses estímulos, quando nocivos, resultam em injúrias e/ou infecções, levando a feridas, dermatoses inflamatórias, envelhecimento ou carcinogênese da pele. A inflamação é um mecanismos de resposta a esses danos. A nível molecular, a resposta inflamatória participa de uma série de vias de reparo muito complexas, relacionadas à resposta imune inata, diferenciação e reparo da barreira cutânea. Inicialmente, sob resposta inflamatória, os queratinócitos, as células imunes inatas como os leucócitos (NPMs, macrófagos e linfócitos), mastócitos e células dendríticas são ativadas.

Citocinas como IL-1α, TNF-α e IL-6 induzem as quimiocinas de quimiotaxia que atraem as células imunes ao local da injúria. EROs são produzidos pelos queratinócitos e células imunes que foram ativadas. As células imunes também secretam elastases e proteinases.

O microambiente inflamatório contribui com o reparo do tecido e a prevenção/controle da inflamação. Apesar disso, as quimiocinas produzidas pelos queratinócitos e células imunes ativadas são capazes de danificar o tecido da pele na proximidade do alvo da resposta inflamatória. Assim sendo, a intensidade da inflamação e o tempo de resolução são cruciais para evitar ou pelo menos limitar os danos ao tecido cutâneo.

Portanto, modular a inflamação é importante na manutenção da homeostase da pele. Se a resposta aguda inicial falhar em resolver o fator de causa, então a resposta inflamatória continuará e o microambiente inflamatório danificará a homeostase da pele.

Se a desregulação da resposta inflamatória cutânea persistir, podem surgir dermatoses inflamatórias crônicas como dermatite atópica e psoríase.

Na epiderme, o metabolismo dos ácidos graxos poliinsaturados (AGP) é bastante ativo. Ácido linoleico, o principal AGP n-6 de 18 carbonos da pele normal, é metabolizado pela via da 15-lipoxigenase em ácido 13-hidroxioctadecadienóico, que possui propriedades anti-proliferativas.

Os óleos vegetais

Os óleos vegetais são utilizados há tempos por promoverem muitos benefícios fisiológicos. Esses óleos podem atuar formando uma barreira hidrofóbica na pele, que previne e reduz a perda de água.

Os óleos vegetais de amêndoa, jojoba, soja e abacate, quando aplicados topicamente, permanecem na superfície da pele, sem penetrar nas camadas mais profundas do estrato córneo. Apesar disso, os óleos vegetais reduzem a perda de água transepidérmica e regulam a proliferação dos queratinócitos.

Os ácidos graxos livres, como o ácido oleico, têm a capacidade de penetrar as camadas do estrato córneo, aumentando a permeabilidade da barreira e permitindo a penetração dos óleos vegetais.

Outros compostos dos óleos vegetais, como compostos fenólicos e tocoferóis, atuam como antioxidantes, que podem modular processos fisiológicos como a homeostase da barreira cutânea, inflamação e cicatrização.

Os óleos vegetais podem ser divididos em duas categorias: os óleos essenciais, que são voláteis à temperatura-ambiente, e os óleos fixos, que não são voláteis à temperatura ambiente.

Os óleos vegetais prensados a frio tendem a serem mais nutritivos do que os óleos vegetais extraídos por refinamento, pois na prensagem a frio não há processos como o aquecimento ou a modificação química dos componentes do óleo.

Entre os componentes apresentados pelos óleos fixos, podemos citar: triglicerídeos, ácidos graxos livres, tocoferóis, os esteróis, estanóis, fosfolipídeos, ceras, esqualenos, compostos fenólicos, etc.

Os óleos vegetais também variam de acordo com o tipo e quantidade de triglicerídeos e ácidos graxos livres, ácidos graxos saturados (AGS) de cadeia linear e ácidos graxos insaturados (AGI). A aplicação tópica dos AGS e AGI em voluntários saudáveis mostrou diferenças na perda de água transepidérmica e na resposta à irritação cutânea. Já que a composição e concentração de AGS e AGI é importante em produtos tópicos, é importante caracterizá-los em cada tipo de óleo vegetal.

Os AGI, particularmente, mostram diferentes respostas fisiológicas quando aplicados topicamente. O ácido linoleico, por exemplo, tem um papel importante na manutenção da integridade da permeabilidade da água na barreira cutânea. O metabólito principal do ácido linoleico na pele é o ácido 13-hidroxioctadecadienoico (13-HODE), que possui propriedades antiproliferativas. Em contraste, o ácido oleico é prejudicial ao funcionamento da barreira cutânea, causando o seu rompimento da e eventualmente induzindo à dermatite quando aplicado topicamente de forma contínua.

Além do seu papel na restauração/rompimento da barreira cutânea, ácidos graxos livres de óleos vegetais enriquecidos também têm sido estudado como facilitadores de penetração da barreira cutânea.

Pesquisas sugerem que óleos compostos principalmente de ácido oleico monoinsaturado aumenta a permeabilidade cutânea mais do que óleos contendo uma mistura de partes iguais de ácidos graxos monoinsaturados e poliinsaturados.

A penetração dos lipídios na pele segue a ordem: óleo de oliva > óleo de coco > óleo de semente de uva > óleo de abacate.

Ácidos graxos poli e monoinsaturados podem influenciar as respostas inflamatórias, tanto como mediadores lipossolúveis, quanto como na forma de fosfolipídios ancorados na membrana celular.

De acordo com um estudo, a aplicação tópica de ácidos graxos poli e monoinsaturados pode ter uma influência terapêutica significativa na cicatrização de feridas através de seus efeitos modulatórios e na inflamação, apesar dos seus efeitos na proliferação celular.

Os compostos fenólicos estão presentes em todos os óleos vegetais em diferentes concentrações. Esses compostos são muito importantes para a estabilidade oxidativa dos ácidos graxos poliinsaturados presentes nos óleos vegetais.

Os triterpenos podem ser encontrados em várias espécies de vegetais, e geralmente estão presentes em pequena quantidade nos constituintes dos óleos vegetais. Esse grupo de componentes contém uma ampla gama de moléculas que participam em muitas reações biológicas. Os triterpenos podem induzir a migração celular, proliferação e deposição de colágeno. Os triterpenos também promovem a regeneração tecidual pela redução do tempo de cicatrização e modulando a produção de radicais livres no microambiente das feridas.

A seguir, vamos ver os principais óleos utilizados na indústria cosmética e suas principais propriedades:

Óleo de oliva

O óleo de oliva é extraído de frutos das árvores Olea europaea.

Esse óleo é consistido principalmente de ácido oleico, com quantidades menores de outros ácidos graxos, como ácido linoleico e ácido palmítico. Mais de 200 compostos químicos foram detectados no óleo de oliva, incluindo esteróis, carotenóides, álcoois triterpênicos e compostos fenólicos.

Fenóis hidrofílicos são os antioxidantes mais abundantes do óleo de oliva. Esses compostos fenólicos contém propriedades antioxidantes melhores do que as da vitamina E.

Estudos mostram que o uso concomitante do óleo de oliva com outros óleos tem efeitos positivos na pele.

Óleo de semente de girassol

O óleo de semente de girassol é extraído das sementes de Helianthus annus.

Seus principais componentes são os ácidos oleico e linoleico.

O óleo de semente de girassol contém quantidades maiores de ácido linoleico quando comparado ao óleo de oliva. Essa propriedade faz com que esse óleo seja bastante interessante para produtos cosméticos, devido às boas propriedades do ácido linoleico.

Foi demonstrado que esse óleo vegetal ajuda a preservar a integridade do estrato córneo e melhorar a hidratação da pele adulta sem induzir eritema, além de estimular o reparo da barreira cutânea.

Óleo de semente de uva

O óleo de semente de uva é extraído das sementes da Vitis vinifera.

Esse óleo é rico em compostos fenólicos, ácidos graxos livre e vitaminas, que podem atuar como excelentes antioxidantes. Além disso, contém resveratrol, que é um bom agente antimicrobiano. Quando aplicado topicamente, o resveratrol promove a produção de catelicidinas, que também são bons agentes antimicrobianos, em peles normais.

Além disso, esse óleo vegetal é um bom agente cicatrizante.

Óleo de coco

O óleo de coco é extraído da polpa de cocos maduros da palmeira Cocos nucifera. Esse óleo é composto de muitos ácidos graxos livres, incluindo o ácido láurico (49%), ácido tetradecanóico (18%), ácido palmítico (8%), ácido caprílico (8%), ácido cáprico (7%), ácido oleico (6%), ácido linoleico (2%) e ácido esteárico (2%).

Esse óleo vegetal é eficiente e seguro quando aplicado em hidratantes. Em um estudo com pacientes pediátricos com dermatite atópica leve ou moderada, aplicações tópicas de óleo de coco virgem mostraram ser eficientes em diminuir a severidade da doença e melhorando a funcionalidade da barreira cutânea, além de promoverem a cicatrização.

A monolaurina, um monoglicerídeo derivado do ácido láurico, é um composto de alta importância presente nesse óleo vegetal. Ela compreende aproximadamente 50% do conteúdo graxo do óleo de coco. Esse composto é um antimicrobiano muito eficiente contra microorganismos lipofílicos, pois degrada suas membranas lipídicas. A monolaurina também exibe atividades antifúngicas e antivirais.

Óleo de argan

O óleo de argan é extraído dos caroços da Argania spinosa L.

Esse óleo vegetal é composto de ácidos graxos monoinsaturados (80%) e saturados (20%).

Ele contém polifenóis, tocoferóis, esteróis, esqualenos e álcoois triterpenos. Tradicionalmente, o óleo de argan é utilizado no tratamento de infecções cutâneas e em produtos para pele e cabelos.

Aplicações tópicas diárias de óleo de argan demonstraram melhorar a elasticidade e hidratação da pele, pois ajuda na restauração da funcionalidade da barreira cutânea e na manutenção da capacidade de retenção de água da pele. Além disso, aplicações tópicas desse óleo vegetal promoveram um efeito relaxante e de maciez na pele, além de facilitar a difusão de medicamentos via cutânea.

Óleo de abacate

O óleo de abacate é extraído do fruto da Persea americana.

Esse óleo é rico em ácido linoleico (6,1 a 22,9%), ácido linolenico (0,4 a 4,0%) e ácido oleico (31,8 a 69,6%). Além disso, contém β-sitosterol, β-caroteno, lecitina, minerais e vitaminas A, C, D e E.

Esse óleo vegetal é bastante recomendado para peles secas, danificadas ou quebradiças. Estudos demonstraram que a aplicação tópica do óleo de abacate em ratos causou um aumento na síntese de colágeno e diminuiu o número de células inflamatórias durante o processo de cicatrização.

Óleo de borage

O óleo de Borage é extraído das sementes da Borago officinalis.

Esse óleo vegetal contém altos níveis de ω-6, ácidos graxos essenciais que são importantes na estrutura da pele e sua função.

A alta quantidade de ácido linoleico no óleo de borage contribui para suas ações contra a dermatite atópica.

Aplicações tópicas do óleo de borage em crianças com dermatite seborréica ou dermatite atópica demonstraram normalizar a função da barreira cutânea.

Óleo de jojoba

O óleo de jojoba é extraído da Simmondsia chinensis.

Esse óleo vegetal exibe uma alta estabilidade oxidativa e resistência à degradação. O óleo de jojoba é muito utilizado em fórmulas cosméticas como protetores solares e hidratantes, além  de ter demonstrado ser eficiente na absorção de medicamentos tópicos.

O alto conteúdo de ésteres de ceras faz o óleo de jojoba ser uma opção para dermatoses com barreiras cutâneas alteradas, como dermatites seborréicas, eczemas, dermatite atópica e acne. Esse óleo vegetal também tem efeitos antiinflamatórios, com uso potencial em várias condições, que incluem infecções, envelhecimento e cicatrização.

Óleo de aveia

O óleo de aveia é extraído da Avena sativa.

Esse óleo vegetal é constituído de 36 a 46% de ácido linoleico e 28 a 40% de ácido oleico.

Aveia, em sua forma coloidal, é utilizada há séculos em tratamentos tópicos para diversos problemas de pele, como eritemas, queimaduras, coceiras e eczema. Apesar do ácido oleico ter a capacidade de danificar a barreira cutânea, a alta porcentagem de ácido linoleico contribui para o efeito final de reparação da barreira cutânea.

Extratos da aveia coloidal exibem atividade antioxidante e antiinflamatória, o que pode explicar a eficácia de loções contendo esse extrato.

Avenantramidas são compostos fenólicos presentes na aveia, que reduzem a inflamação, inibindo as citoquinas.

Estudos in vitro demostraram que o óleo de aveia pode regular a expressão dos genes de diferenciação (como a transglutaminase 1) e os genes de processamento das ceramidas nos queratinócitos. Além disso, estudos com o óleo de aveia nos queratinócitos demonstraram ter aumentado significativamente (70%) os níveis de ceramidas.

Óleo de sementes de romã

O óleo de sementes de romã é extraído das sementes da Punica granatum.

Esse óleo vegetal é uma ótima fonte de ácidos graxos essenciais, compostos fenólicos, fitosteróis e frações lipossolúveis, contendo 63% de ácidos graxos insaturados, incluindo o ácido linoleico (29%) e ácido oleico (10%).

O óleo de semente de romã é muito conhecido pelas suas propriedades antioxidantes e antiinflamatórias.

Um creme emulsionado com óleo de semente de romã e resina de extrato de C. lechleri pode ser útil na prevenção ou melhora de modificações cutâneas associadas a estrias. Estudos demonstraram que esse óleo vegetal é um potencial quimiopreventivo contra o câncer de pele.

Óleo de amêndoas

O óleo de amêndoas é extraído da Oleum amygdalae.

Esse óleo vegetal tem propriedades emolientes e esclerosantes, que podem ser utilizadas para melhorar a complexidade e o tom da pele. Estudos demonstraram que massagens com óleo de amêndoa podem melhorar a aparência de estrias e prevenir o aparecimento de novas estrias.

Esse óleo demonstrou ter capacidades de prevenir os danos estruturais causados pela radiação UV.

Manteiga de karité

A manteiga de karité é extraída dos caroços da Vitellaria paradoxa.

Esse óleo vegetal é composto de triglicerídeos com ácidos graxos, como o ácido oleico, esteárico, linoleico e palmítico, e é frequentemente utilizado em cosméticos devido à sua alta porcentagem de frações insaponificáveis (triterpenes, tocoferóis, fenóis e esteróis), e por conter potentes atividades antiinflamatórias e antioxidantes. Estudos mostraram que cremes contendo manteiga de karité tiveram a mesma eficácia do que produtos com precursores de ceramidas.

Espero que você tenha gostado do artigo, e aproveitado os ensinamentos sobre a pele e sua barreira, os óleos vegetais, suas propriedades e usos no mercado cosmético. Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe o artigo em suas redes sociais, marcando um amigo que possa se interessar pelo assunto!

O objetivo desse artigo é contribuir para a elevação do nível técnico de profissionais da área. Para qualquer orientação procure sempre um profissional habilitado como um dermatologista ou farmacêutico.

Referências:

Tzu-Kai Lin, Lily Zhong, Juan Luis Santiago. [Anti-Inflammatory and Skin Barrier Repair Effects of Topical Application of Some Plant Oils] Int. J. Mol. Sci., 2018. Disponível em: <http://www.mdpi.com/1422-0067/19/1/70/htm>. Acesso em 29 de janeiro de 2018.

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