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Cosmetic InnovationCiência e Tecnologia DestaquePesquisas avançam para combater danos da luz azul sobre a pele

Pesquisas avançam para combater danos da luz azul sobre a pele

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Ingredientes antioxidantes tornam-se estrelas formulações

Por Estela Mendonça

Uma tendência que nasceu nos centros de pesquisas cada vez mais é encontrada nos discursos de fabricantes e consumidores de produtos cosméticos: os danos da poluição digital, que há cerca de cinco anos eram praticamente inexistentes nas demandas de consumo.

Embora a exposição solar desprotegida continue sendo considerada uma das principais razões para o envelhecimento precoce da pele, os consumidores estão se dando conta que o tema não é tão simples assim. Norma Clarice Gonçalves, analista de marketing técnico da Brenntag, empresa global de distribuição de produtos químicos, destaca que existem quatro tipos de raios nocivos em todo o espectro de raios solares: UVA, UVB, luz de alta energia visível (HEV), popularmente conhecido como luz azul, e o  infravermelho.

“A luz HEV é uma luz de alta frequência na faixa azul/violeta, no espectro de luz visível. Os raios infravermelhos e a luz azul (HEV) sem a proteção adequada causam desequilíbrio na produção de melanina e colágeno e danificando o DNA, resultando em manchas, linhas finas, rugas e flacidez”, explica.

Além do sol, os aparelhos eletrônicos, como laptops, smartphones e tablets também emitem luz azul, que pode afetar a pele humana e levar a doenças relacionadas. Ela induz o estresse oxidativo através de espécies reativas de oxigênio (ROS) e espécies reativas de nitrogênio (RNS), que danificam as proteínas e lipídeos da pele. “Ingredientes antioxidantes em produtos de cuidados da pele podem prevenir danos à pele causados pela luz azul”, afirma Norma, lembrando que,embora a quantidade de luz HEV que os dispositivos emitem é apenas uma fração daquela emitida pelo sol, a quantidade de tempo que as pessoas utilizam e a proximidade dessas telas dos usuários é motivo de preocupação.

O alerta é mais do que justificado. O relatório sobre a Internet no Brasil e no mundo em 2018, feito pela Data Reportal, revelou que o Brasil está atrás apenas das Filipinas no ranking mundial de tempo diário em plataformas redes sociais,com mais de três horas e meia por usuário. Além disso, os brasileiros passam mais de nove horas por dia navegando na Internet. O número de brasileiros nas redes sociais chegou aos 149,1 milhões, nada menos que cerca de 70% da população.

Adicionando antioxidantes

Este cenário levou a Brenntag a incorporar em seu portfólio o ativo The First, uma inovação no combate à luz azul.  Produzido biotecnologicamente pela empresa sul coreana LabioBeyondBiotechnologya partir da extração por fermentação do microrganismo Deinococcussp, a bactéria mais resistente do mundo, segundo o Guinness book, dando origem a carotenoides que atuam para proteger e reparar a pele do dano causado pela luz azul natural e artificial, minimizando os sinais causados pelo envelhecimento digital e pelo fotoenvelhecimento.

“O princípio ativo de The First, tolera extrema radiação e forma um escudo em volta da célula, neutralizando os radicais livres, além de restaurar o DNA danificado por extrema radiação UV e oxigênio reativo (ROS)”, explica Norma, conforme mostra a figura abaixo.

Segundo a analista, o ativo The First é apresentado na forma líquida e transparente e é hidrossolúvel. Ao ser incorporado em formulação de protetores solares e produtos de skincare, promove benefícios supervalorizados pelos consumidores e atende as principais tendências e claims do mercado, como: antioxidante, anti-envelhecimento, protetor e reparador do DNA e dos danos causados pela luz azul.

Antioxidantes em alta

O lançamento da Brenntag no mercado brasileiro acompanha a tendência já anunciada pelas empresas globais de pesquisa. Para a Mintel, o caminho a ser seguido pelos fabricantes é atualizar e expandir os tipos de proteção. De acordo com a empresa, é preciso considerar não apenas o efeito da exposição ao ar livre, havendo grande potencial de consumo para formulações de proteção solar que incluam os riscos da luz azul nos ambientes internos. “Isso está elevando as oportunidades tanto para marcas de cuidados com o sol quanto os de cuidados com a pele”, afirma o relatório.

A Euromonitor também vem detectando no mercado global o crescimento do número de marcas que estão adicionando antioxidantes às formulações de filtros solares, como vitamina E e C,  para neutralizar os radicais livres. A analista Maria Coronado Robles define esse movimento como “protectiveskincare”, que inclui proteção UV, defesa contra a poluição do ar e da luz, apoiada por inovações antipoluição, luz azul e microbioma.

A empresa de pesquisa Future Marketing Insights (FMI) também vê grande potencial para produtos relacionados a proteger e reverter os danos da luz azul e lançou o relatório específico Blue-light ProtectionIngredients Market: Global IndustryAnalysis 2013 – 2017 andOpportunityAssessment: 2018 – 2028. “Os fabricantes de produtos para a pele estão formulando produtos com antioxidantes e ingredientes ativos para promover seus produtos como à base de ingredientes de proteção contra luz azul. No entanto, o mercado de ingredientes de proteção contra luz azul ainda está no estágio inicial e diferentes fabricantes de ingredientes estão no processo de obter suas formulações exclusivas patenteadas”, diz a sinopse do relatório.

“O lançamento de novas variantes de ingredientes, gerando consciência sobre seus benefícios, por meio de ações promocionais, são alguns dos principais fatores que sustentarão o crescimento do mercado de ingredientes de proteção contra luz azul no futuro próximo”, prevê a FMI.

“A ciência tem contribuído para melhorar a eficácia e para o desenvolvimento de soluções que atendam de forma mais efetiva às necessidades das pessoas. Por isso, estamos trazendo esta oportunidade para os fabricantes nacionais de contarem com a mais recente inovação em proteção e reparação da pele contra a luz azul”, completa Norma.

Prontos para usar

Muitos players mundiais já incorporam inovações e claims relacionados à proteção contra a luz azul. A loção da empresa indiana Re’equilBlue Light &InfraredProtectionAnti-AgingSunscreenSpf 50 Pa+++ Uvb/ Uva/ Hev/ Ir, além de proteção UVA e UVB, contém ativos clinicamente comprovados para proteção contra raios infravermelhos nocivos, danos de colágeno e elastina epara proteção contra luz azul.

A loção Tetra FPS 50, da marca californiana Priori Skincare, foi lançada como um produto de proteção solar de última geração, que oferece quatro níveis de proteção que se adaptam, em tempo real, para fornecer o que a pele precisa.A fórmula, descrita como de multicamadas, contém protetor solar mineral de amplo espectro, infravermelho patenteado e complexo de proteção HEV, antioxidantes e enzimas de reparo de DNA para protegê-lo dos elementos ambientais, como radicais livres, poluentes e efeitos nocivos do sol radiação e (HEV) de alta energia, a luz azul visível dos eletrônicos.  A marca também defende que todos os seus produtos possuem Fator de Proteção Genética (GPF).

A alemã NIOD colocou no mercado o Survival O – Network Defense System, que é descrito como um sérum vegan para a noite com tecnologias avançadas que ajudam a bloquear os danos ambientais causados pelos radicais de oxigênio. Possui carotenoides luteína, que é isolada de flores de calêndula para neutralizar os efeitos adversos da luz azul.

A Labiotte, da Coreia do Sul, oferece a Blue Safety Sun Stick SPF 50+ PA++++SPF 50+ PA ++++, da Coreia do Sul possui a tecnologia Blue Safety, que protege a pele contra aparelhos emissores de luz azul.

Perspectivas otimistas

O mercado brasileiro de proteção solar, embora não tenha avançado nos últimos 5 anos, por conta da retração da economia e do achatamento do poder de compra dos consumidores, para os próximos anos, as perspectivas são mais otimistas. A previsão da Euromonitor é que as vendas cheguem a R$ 4,78 bilhões em 2023, com uma média de crescimento anual de mais de 6%.

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