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Cosmetic InnovationEmpresas & NegóciosP&G e L’Oréal estão buscando investir em empresas inovadoras

P&G e L’Oréal estão buscando investir em empresas inovadoras

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Embora a CES tenha começado oficialmente na terça, 8, grandes e pequenas empresas já estavam realizando eventos fechados para compartilhar suas notícias sobre seus últimos produtos.

No domingo, em uma pequena sala no segundo andar do Mandalay Bay Convention Center, Marc Pritchard, CMO da Procter & Gamble, fez um pitch a 200 pessoas sobre as últimas apostas da empresa no segmento de smart home care, como uma Gillette que aquece em um segundo — “para ela dar a sensação de um barbear com uma toalha quente”, disse Pritchard — e uma escova de dentes inteligente que se conecta com o telefone do consumidor. E outros produtos como o Opté Precision Skincare System, que usa uma câmera digital para ajudar a cobrir marcas indesejadas ou de envelhecimento.

O braço de investimento da empresa, a P&G Ventures, fez cerca de 130 apostas em startups com a esperança de que uma, ou algumas, vai criar o mesmo tipo de disrupção que empresas menores que dialogam diretamente com o consumidor têm atingido.

“Cada vez mais nós estamos usando o estágio de teste como experimentos para aperfeiçoar os produtos e eles estão usando o modelo B2C para monetizar e criar o negócio em uma variedade de maneiras”, conta Pritchard. “Queremos fazer novas conexões e tornar nosso negócio disruptivo de uma forma construtiva”.

A P&G é apenas uma de muitas marcas que estão usando a CES para encontrar startups que podem ajudar a inovar seus produtos. A Opté, da P&G, por exemplo, desenvolveu parte de sua IA através de uma “parceria extensa” com startups como a Funai Corp.

Na feira, a Moen estava expondo seus produtos com a Flo Technology. A Flo é uma startup que recebeu US$ 28 milhões da Fortune Brands Home and Security, empresa dona da Moen. A tecnologia da Flo alerta os usuários quando há um vazamento em suas casas e previne danos.

“Grandes companhias estão percebendo que elas precisam começar a apostar nessas empresas de tecnologia menores”, diz Gabriel Halimi, co-fundador e CEO da Flo. Ele diz que a Delta, concorrente da Moen, também estava interessada no que eles ofereciam. “As grandes empresas querem alguém que é ágil e esperam que parte dessa mentalidade de startup passem para eles”.

Perto do estande da Moen estava a L’Oréal, que estava exibindo um aparelho que pode detectar o balanço de pH na pele de uma pessoa. A ideia é que, medindo o balanço de pH, o aparelho vai prevenir coisas como pele seca ou eczema, permitindo que o consumidor aplique produtos L’Oréal quando tais fatores aparecerem.

“Ninguém conseguiu medir o pH assim antes”, conta Guive Balooch, vice-presidente da incubadora tecnológica da L’Oréal. “Antes, você tinha que ir a um dermatologista, correr numa esteira e suar para medir seu pH”.

O produto ainda está sendo testado, mas para ajudar a L’Oréal a chegar nesse ponto, a empresa teve que firmar uma parceria com a Epicore Biosystems, uma startup  que estava originalmente trabalhando com empresas do universo esportivo, como Gatorade.

Enquanto isso, Schlage, um dos maiores do mercados de fechaduras no mundo, também está usando a mesma abordagem na CES. A empresa dona da marca, Allegion Ventures, criou um fundo de US$ 50 milhões para encontrar startups que podem inovar seus produtos. Semana passada, a companhia investiu uma quantia não divulgada na startup Pindrop, que é especializada em autenticação de voz.

“Nós precisamos ter certeza que nós temos nosso ouvido no chão para a próxima grande novidade”, disse um executivo da Schlage na feira. Ele acrescentou que a empresa-mãe está tendo reuniões a portas fechadas durante a CES.

Ainda assim, Charles Moore, um ex-executivo de compras do Walmart que hoje é consultor de startups, diz que não é incomum grandes marcas se atrapalharem quando investem em startups. Ele complementa que é melhor deixar a maioria das startups crescerem organicamente. “Eles acham que simplesmente vão fazer acontecer porque eles são uma grande marca e esse não é o caso”.

Por George P. Slefo, do Ad Age
Fonte: Meio & Mensagem

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