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Cosmetic InnovationInternacionalProbióticos para Skincare: Um pequeno nicho com enorme potencial

Probióticos para Skincare: Um pequeno nicho com enorme potencial

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A tendência dos probióticos está entre as que mais crescem dentro da categoria de Skin Care, principalmente por atingir demandas chave do consumidor de hoje em dia: produtos naturais e voltados ao bem-estar

Apesar do mercado de skin care permanecer pequeno, a empresa de pesquisas de mercado Mintel tem rastreado seu progresso com os probióticos, e o crescimento é fenomenonal.

Atualmente, a empresa estima que as vendas nos EUA de probióticos / prebióticos em supermercados de produtos naturais, excluindo-se a rede Whole Foods, tenham atingido U$142 milhões em 2016, um aumento de 49,1% em relação a 2014.

Na Europa, o Reino Unido apresenta um caminho similar de crescimento, com um número significativo de marcas de probióticos ajudando no reconhecimento dos consumidores e auxiliando a “espalhar” a mensagem sobre os benefícios desse tipo de tratamento para a pele.

Dados da Mintel indicam imenso crescimento

Os dados da Mintel também mostram que as vendas de probióticos / prebióticos em supermercados de produtos naturais, em sucos refrigerados, auto-estáveis e bebidas à base de sucos cresceram 34.1% de 2015 a 2017, para U$6,7 milhões.

David Tyrrell, Analista Global de Skin Care da Mintel

Os dados demonstram o quão pequeno este mercado ainda permanece,  mas, se essas taxas de crescimento se sustentarem, isso não permanecerá assim por muito mais tempo, e as marcas de probióticos para a pele em breve estarão colhendo ótimos frutos.

David Tyrrell, Analista Global de Skin Care da Mintel, foi questionado sobre sua visão a respeito desse mercado, a razão do mesmo estar caindo no gosto dos consumidores e como ele vê o futuro para essa categoria de produtos.

Qual é o aspecto mais relevante sobre a evolução e o crescimento da categoria de probióticos para a pele?

O Projeto Microbioma Humano ajudou a mudar a percepção dos consumidores sobre os micro-organismos que vivem dentro e na superfície do corpo humano. As pessoas, anteriormente, acreditavam que todos os micro-organismos eram ruins – e hoje não sustentam mais essa ideia.

Mais consumidores hoje reconhecem a necessidade de se manter as “bactérias boas” por perto. Marcas como a Gallinée colocaram como alvo esse base de consumidores em crescimento, descrevendo o uso de seu “triple Biotic complex”, feito com probióticos desativados, prebióticos e ácido lático, a fim de permitir o desenvolvimento das “bactérias boas” e a aparência mais saudável da pele. As marcas se tornarão mais agressivas em criar apelos baseados em evidências relacionados à suavidade, demonstrando que seus produtos não agridem as bactérias boas da pele.

O gosto crescente dos consumidores pelo uso de probióticos migrou para a área de skin care. 86% dos consumidores americanos entre 18 e 34 anos de idade já utilizaram ou estão interessados em probióticos faciais. Consumidores mais velhos, acima dos 55 anos, por sua vez, estão igualmente curiosos, sendo que 49% deles mostram-se interessados por testar probióticos para a pele.

A questão do bem-estar que os probióticos trazem, independentemente da idade dos consumidores, está fazendo com que as pessoas tenham interesse em experimentá-los. Além disso, as preocupações dos consumidores com a segurança dos ingredientes estão crescendo, juntamente com uma percepção de que produtos naturais são mais saudáveis. Os probióticos entram no que o mercado descreve tanto como produtos naturais quanto como seguros para consumo.

Por que essa categoria está atraindo os consumidores?

Os consumidores estão procurando por saúde personalizada & soluções em bem-estar que melhorem a mente e o corpo. O ritmo de vida acelerado e estressante cria um desequilíbrio que impacta na forma como eles se sentem e na sua aparência.

Uma crescente percepção dos potenciais benefícios para questões de saúdep trazidos pelos probióticos ajudou a aumentar os valores das vendas de probióticos / prebióticos nas redes de supermercados naturais nos EUA (exceto pela rede Whole Foods) em 49% de 2014 a 2016. O uso desses produtos parece ser mais eficaz em jovens e idosos que sofrem de algum tipo de problema digestivo, no qual o organismo se encontre em desequilíbrio. Outros resultados estão estimulando o uso de probióticos para melhora do sono, e até mesmo para melhorar o estado de alerta em pacientes com Alzheimer.

Mais consumidores reconhecem os benefícios dos probióticos à saúde na manutenção do equilíbrio do corpo, e essa percepção está mudando o uso tanto de probióticos quando de prebióticos (alimento para as bactérias boas) para restaurar e manter a aparência mais saudável da pele.

Como as marcas de probióticos para skin care estão se posicionando no mercado?

Algumas marcas, tais como a Esse Skincare e a Mother Dirt (braço de consumo da AOBiome) enfatizam os aspectos naturais, ecológicos e éticos de suas empresas, além de seu comprometimento com a sustentabilidade.

Probióticos são naturais, e muitos consumidores os percebem como seguros e “bons para você”. As narrativas das marcas expõem o uso de ingredientes naturais e seguros, que são suaves para a pele, e enfatizam a importância de se formular produtos que sejam um ambiente em que as células hospedeiras e as “bactérias boas” sobrevivam.

Onde você enxerga as maiores oportunidades para as novas marcas de probióticos entrantes no mercado?

Se o estudo clínico em curso da AOBiome, utilizando uma linhagem viva de probióticos, apresentar resultados positivos para a acne vulgaris, ele irá incentivar, particularmente, as marcas de dermocosméticos, a criar produtos com suas próprias linhagens heróicas de probióticos. Isso também abre uma oportunidade para marcas relacionadas aos dermocosméticos a investigar o uso de produtos contendo probióticos vivos para conter o surgimento da acne. Entretanto, as marcas terão que vencer muitas dificuldades  para manterem os probióticos ativos e estáveis, para que os produtos possam ter um shelf-life razoável.

Além disso, as marcas serão mais proativas para atribuírem, clinicamente, o uso de probióticos para aliviar sintomas relacionados ao eczema atópico ou à xerose (pele muito seca), bem como explorar aplicações a fim de reduzir a irritação da pele em pessoas sofrendo de peles sensíveis.

O sucesso clínico criará também uma maior atenção do consumidor, por meio das mídias sociais, para manter um microbioma da pele saudável e vibrante. Mais marcas cosméticas entrarão no mercado, oferecendo produtos com claims similares aos da JooMo e da Mother Dirt, que não prejudicam as “bactérias boas” da pele, e receberão uma audiência receptiva.

Fonte: Cosmetics-Design

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