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Cosmetic InnovationInternacional Mintel RadarResíduos de alimentos entram em formulações cosméticas parte 1: oportunidades de inovação

Resíduos de alimentos entram em formulações cosméticas parte 1: oportunidades de inovação

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Uma vez que as organizações estão desenvolvendo seus planos de sustentabilidade, David Tyrrell, Analista Global de Skincare para beleza e personal care da Mintel, analisa como resíduos alimentares estão atraindo tanto empresas de larga escala quanto de nicho.

Mensagens éticas saudáveis

Ao longo da região da Ásia-Pacífico, as marcas de beleza estão, cada vez mais, aprimorando suas unidades de sustentabilidade e envolvendo os consumidores mais jovens por meio da procura e incorporação de materiais verdes obtidos a partir de resíduos de alimentos em suas formulações.

“A busca das empresas por um compromisso ético e ambiental ressoa fortemente nas gerações mais jovens, que estão conscientes dos desafios para o planeta e para as comunidades que aqui habitam”, disse David Tyrrell, Analista Global de Skincare para beleza e cuidados pessoais da Mintel.

Uso de antioxidantes

Os pesquisadores de mercado relatam como as marcas estão, agora, começando a processar resíduos de plantas e frutas, que dão origem a novas fontes de antioxidantes, conservantes e compostos antienvelhecimento, que podem então ser incorporados como ingredientes em produtos cosméticos.

Os antioxidantes naturais ricos em polifenóis são conhecidos por suas propriedades de proteção contra o fotoenvelhecimento; a borra de café é utilizada como esfoliante em tratamentos caseiros para a pele e para os cabelos. Os ingredientes ativos, incluindo açúcares e polifenóis, contribuem para os esforços de sustentabilidade das empresas.

Audiências do milênio ecoético

Daqueles questionados, 25% dos consumidores da “iGeração” dos EUA se dizem interessados ​​em testar ingredientes fermentados em produtos de cuidados com a pele, pois as marcas constroem claims de saúde relacionando os benefícios que os probióticos trazem ao organismo interno, à digestão e à pele, de acordo com o que declarou o Relatório de Cuidados Faciais, com a Pele e Antienvelhecimento da Mintel, realizado nos EUA em 2016.

A indústria de cosméticos pode esperar por  campanhas de marketing que conectem probióticos e fermentação, a fim de atrair consumidores mais jovens a olharem para cosméticos formulados a partir de resíduos alimentares e seus derivados; a ideia é promover ingredientes saudáveis, incluindo-se aminoácidos, peptídeos e antioxidantes.

Azeitona, celulose e café

A produção de resíduos de café, como a borra de café, a pele / cascas e os grãos não utilizados, são um excelente exemplo de como os resíduos alimentares estão sendo usados ​​na indústria da beleza.

Quando o azeite de oliva entra em produção comercial, ele fornece resíduos biológicos, como a água residual do moinho e o bagaço da oliva, que são ricos em fenóis / polifenóis. O lixo residual da moagem da oliva fornece uma atividade antimicrobiana ideal para os produtores que buscam a longevidade em formulações de cuidados com a pele.

Estes fenóis / polifenóis oriundos dos resíduos da moagem da oliva fornecem uma alternativa aos ativos convencionais, que podem ainda ajudar a fortalecer a “mensagem verde” das empresas.

A celulose também está construindo sua presença internacionalmente, pela proibição dos microbeads de plástico em todo o globo, que está levando ao desenvolvimento de beads de Jojoba e de celulose como alternativas biodegradáveis no desenvolvimento de esfoliantes para uso facial e corporal.

O GNPD (Mintel Global New Product Database) revelou que os lançamentos de produtos esfoliantes faciais com celulose passaram de 1,7% em 2014 para 4,3% em 2016.

A casca do citrino, que contém celulose, permite que marcas de beleza utilizem polímeros de açúcar natural como esfoliantes para a pele, dando suporte aos consumidores e ao ambiente mais macro para atingir os consumidores mais jovens.

Além disso, ingredientes naturais ativos, como vitamina C ou antioxidantes, podem ser obtidos a partir de polpas de frutas prensadas a frio ou resíduos de cascas de frutas coletados de bares ou restaurantes locais. Com novas idéias e aplicações, “a fruta feia” também pode atrair fornecedores de ingredientes e terá mercado como uma nova fonte natural de antioxidantes.

Fonte: Cosmetics-Design

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