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Cosmetic InnovationRadarSetor de beleza cresce e estima superar os R$ 50 bi em 2019

Setor de beleza cresce e estima superar os R$ 50 bi em 2019

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Acostumados a crescer em ritmo mais acelerado, os fabricantes de itens de higiene pessoal e cosméticos enfrentaram um ano difícil em 2018. O faturamento avançou cerca de 2% e ficou bem mais difícil aumentar os preços. A inflação dos produtos de higiene encerrou o ano com queda de 3,2%, na contramão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu 3,75%.

“O período foi desafiador porque não recuperamos as margens”, disse o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal e Cosméticos (Abihpec), João Carlos Basilio.

Em 2017, o setor teve expansão de 5,8% e no anterior, de quase 4%.

Para este ano de 2019, a estimativa é de um crescimento nominal das vendas de 4,1%, a R$ 50,43 bilhões. Basilio afirmou que apesar da melhora nas projeções, “o setor está cauteloso com o futuro”.

A americana Procter & Gamble (P&G) já notou o reaquecimento da economia no quarto trimestre e está otimista para a manutenção do cenário. Seu diretor de inteligência de mercado, Marcos Bauer, disse que o país tem os elementos necessários para continuar no caminho da recuperação.

No fim de 2018, a companhia obteve bom desempenho na categoria de escovas de dentes, com a marca Oral B. O executivo comentou que períodos sazonais, como o de verão, trazem perspectivas positivas e oportunidade para que o consumidor troque um produto atual por outro de categoria superior, como na linha de cuidados bucais.

Bauer disse que a P&G está pronta para absorver o crescimento do mercado previsto para este ano, principalmente com a inauguração do centro de inovação da América Latina, em São Paulo, nos próximos meses. “Lançaremos produtos de forma mais assertiva em segmentos como os de cabelo e pele”.

Na categoria de perfumaria, a segunda maior do setor, a entidade – que reúne empresas como Natura, Johnson & Johnson, Avon, Colgate-Palmolive, Grupo Boticário, Unilever e Kimberly-Clark – estima que o crescimento nas vendas dos fabricantes foi de 8,1% em 2018 e alcançará 10,7% neste ano, conforme projeção dos associados em outubro.

Líder na venda de perfumes no Brasil, o Grupo Boticário registrou expansão de 7% no faturamento do ano passado, para R$ 13,1 bilhões, o que abrange as marcas Eudora, quem disse, berenice?, Vult, Multi B, The Beauty Box e O Boticário. Em dezembro, o presidente Artur Grynbaum afirmou que “2018 foi desafiador e 2019 também não será fácil”, mas está otimista.

No Grupo Cless, dono de marcas como Charming, Lightner e Care Liss, o planejamento é que as vendas sejam 20% maiores neste ano. Em 2018, totalizaram R$ 268 milhões, avanço de 12% na comparação anual, disse Luiz Piccoli, fundador e presidente da companhia que adquiriu a Opus Cosméticos. “Os destaques no desempenho no ano passado foram descoloração e fixação para cabelos, higiene e tratamento capilares, obtidos após a aquisição realizada em maio do ano passado. Também estamos aproveitando as sinergias na categoria de toalhas e lenços umedecidos”, disse Picolli.

A carioca Lola Cosmetics, fundada por Dione Vasconcellos, vendeu 15% a mais no ano passado e acredita que o desempenho será entre 18% e 20% maior neste ano. A expansão será sustentada em parte pela ampliação dos canais de venda, chegando a redes de vestuário como C&A e Marisa, além das lojas virtuais Amazon e Beleza na Web.

“Queremos aumentar as exportações vendendo para o México, Peru, Chile e Angola. Atendemos a Europa a partir de um distribuidor parceiro em Portugal. Além disso, entraremos na categoria de produtos para bebês e crianças”, disse Vasconcellos. Neste ano, a marca começou a vender maquiagem nas lojas-conceito. Fatia de 80% das vendas é de itens para cabelo.

Fonte: Valor

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