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Cosmetic InnovationCiência e Tecnologia Empresas & NegóciosStartups se destacam no fornecimento de insumos para a indústria cosmética

Startups se destacam no fornecimento de insumos para a indústria cosmética

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Não é somente em tecnologia da informação que as startups vêm conquistando mercado. A busca por novos produtos, em especial aqueles baseados na biodiversidade brasileira e com alto valor agregado é o que levou a startup Rubian a fechar o segundo contrato de licenciamento de tecnologia com a Unicamp. A empresa licenciou um processo de extração aplicado ao bagaço do maracujá, com foco na obtenção de vários compostos bioativos para aplicação no segmento de cosméticos.

A tecnologia licenciada trata-se de um processo de extração sequencial, desenvolvido pelos pesquisadores da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, o professor Julian Martínez e a então aluna do doutorado Juliane Viganó, e é objeto do pedido de patente no INPI pela Agência de Inovação Inova Unicamp.

Martinez esclarece que um dos benefícios da extração sequencial é que se pode obter diversos tipos de compostos a partir de uma mesma matéria- prima. “O processo de extração sequencial consiste em modificar as condições de extração (pressão, temperatura, tipo de solvente) sequencialmente a partir de uma mesma matriz. Em geral, outras técnicas de extração são aplicadas em uma única condição, na qual se extrai praticamente todo o material. Na extração sequencial, cada condição é definida visando a um determinado tipo de composto”, explica o docente.

Sérum antienvelhecimento

Como o maracujá contém uma grande variedade de compostos, o uso da extração sequencial no bagaço da fruta permitirá extrair, em cada etapa, diferentes produtos com características e aplicações específicas. Márcio Lopes, gerente de operações da Rubian, comenta que o processo de extração sequencial licenciado pela empresa será aplicado em duas fases. Na primeira, serão obtidos três produtos: carotenoides, ácidos graxos e vitamina E (tocotrienol). Já na segunda fase será obtido o complexo fenólico piceatannol, conhecido por suas propriedades antioxidades. É justamente na combinação do tocotrienol com o piceatannol que a empresa tem interesse, pois o objetivo é chegar a um sérum, um fluído voltado para a revitalização da pele, com propriedades antienvelhecimento.

Lopes afirma que a empresa avaliou o processo licenciado como mais seletivo e de maior segurança na extração dos compostos. “Como resultado, obtemos um material mais puro, que evita potenciais alergias quando aplicado à indústria de cosméticos ou mesmo na indústria farmacêutica.”

Eduardo Aledo, gerente geral da Rubian, conta que a proximidade com a Unicamp traz diversos benefícios para a startup, que atualmente é incubada na Incubadora de empresas de base tecnológica da Unicamp, Incamp. Segundo Aledo, além da oportunidade de associação de marca a uma das universidades mais destacadas no país, a empresa tem acesso ao que há de mais novo em termos de desenvolvimento tecnológico, como é o caso da tecnologia de extração sequencial.

A Rubian é uma empresa criada a partir do licenciamento de outro processo de extração supercrítica aplicado ao urucum. Aledo destaca que vislumbrou na nova licença a oportunidade de incorporar ao portfólio da Rubian produtos obtidos a partir de novas matrizes vegetais.  “Trabalhamos com o conceito Clear by Design Ingredients que significa dar segurança, transparência e rastreabilidade aos produtos que oferecemos às indústrias de insumos de alimentos, nutracêuticos  e de cosméticos”, esclarece Aledo.

Todo processo de oferta, intermediação e negociação com a empresa foi feito pela área de Parcerias da Agência de Inovação Inova Unicamp, que se preocupou com todos os detalhes para que os interesses da Universidade e da empresa fossem contemplados. “Negociar com empresas nascentes vem se tornando uma constante, pois a Unicamp faz parte de um ecossistema propício ao nascimento de Empresas de Base Tecnológica, como a Rubian. Outro ponto importante é mostrar que m nosso portfólio de patentes encontram-se tecnologias que podem ser desenvolvidas pelos mais diversos tipos e portes de empresas.” Iara Ferreira, Diretora de Parcerias.

A empresa brasileira iniciou suas atividades em 2015 com o propósito de desenvolver e produzir extratos vegetais de alta qualidade, a partir de processos inovadores e sustentáveis. O objetivo da Rubian é oferecer ingredientes superiores para as áreas de saúde e bem estar através de processos únicos e patenteados e utilizando-se de produtos da extensa biodiversidade do Brasil.

Inova Unicamp

A Agência de Inovação Inova Unicamp é o Núcleo de Inovação Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas. Responsável por intermediar parcerias da universidade com empresas, instituições públicas e privadas, a Inova Unicamp está estruturada em quatro áreas principais. São elas: Propriedade Intelectual, Parcerias, Empreendedorismo e Parque Científico e Tecnológico da Unicamp.

Startup focada em HPPC

Focada no mercado de HPPC – Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, criou um produto inovador que tira o odor de tênis, luvas e capacetes. Diferente dos concorrentes indiretos do mercado nacional – já que nenhum possui direcionamento específico para o mercado esportivo, não é talco, nem spray. É um sachê, que após utilizado, regenera em 1 minuto no micro-ondas e pode ser utilizado até 60 vezes. Segundo, Luciano Castelo, inventor do produto, a tecnologia utilizada retira a umidade dos equipamentos, evitando o surgimento de odores e o desenvolvimento microbiano, sem deixar resíduos, nem agredir o meio ambiente, já que é biodegradável.

A empresa foi uma das 120 finalistas do ciclo de 2016/2 do InovAtiva Brasil,realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Sebrae, e executado pela Fundação Certi, obtendo a chancela do programa que dá vantagens em editais e acesso a crédito para o desenvolvimento do negócios. Também em 2016, participou da 1ª edição do Shark Tank Brasil, no dia 22/12, com interesse declarado de dois “tubarões” na aquisição de um percentual da empresa.

Com os bons resultados alcançados no ano passado, as previsões para 2017 continuam otimistas. Como a principal fonte de receitas da empresa é a loja virtual – que atende todo Brasil – o foco é ampliar número de Estados com revendedores autorizados, atualmente são sete (SC, RS, PR, RJ, PE, MG e AM). Para atender a demanda, a capacidade de produção será ampliada e, consequentemente, ainda no primeiro semestre, novos postos de trabalho serão abertos. A expectativa da empresa é fechar o ano com um faturamento superior a R$ 1,2 milhão.

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