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Mintel anuncia 04 tendências globais de beleza e cuidados pessoais para 2018

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Em 2018:

• A biotecnologia, juntamente com o ressurgimento do conhecimento local, ajudará as marcas a enfrentar os desafios criados por questões ambientais.

• À medida que os consumidores em todo o mundo estão criando suas próprias definições de beleza, que ultrapassam idade, gênero e tipo corporal, as marcas que se concentrarem em atrair a “massa” perderão o fio da meada.

• Os consumidores de beleza querem não apenas parecer bem, mas também se sentir bem, indo além do logotipo e investindo em marcas com personalidade e propósito em realizar boas ações.

• As marcas de beleza estarão assistindo a cada movimento dos consumidores, uma vez que a tecnologia digital permitirá uma personalização sem precedentes da experiência de compra. 

Olhando para frente, Sarah Jindal, Analista Sênior de Inovação e Insights de Beleza & Personal Care da Mintel, discute as principais tendências queinfluenciarão o setor de beleza e de cuidados pessoais em todo o mundo, incluindo implicações para os consumidores, marcas e fabricantes.

Brincando de Mãe Natureza

O conceito de ingredientes naturais de beleza está se expandindo em um mundo em constante mudança; as marcas darão “uma mão” à Mãe Natureza, envolvendo abordagens locais e desenvolvimentos na biotecnologia.

Com as crescentes demandas dos consumidores e as mudanças climáticas em todo o mundo, a abordagem da indústria de beleza e cuidados pessoaisem relação a ingredientes naturais e sustentáveis ​​precisa se adaptar. Uma mudança, prestes a se tornar mais “local” em termos de fontes de ingredientes, criará oportunidades para que os consumidores protejam e preservem recursos dentro do seu ambiente. No próximo ano, as possibilidades de criar ingredientes seguros, puros, livres de alérgenos e eficazes através da ciência, poderiam substituir a colheita naturalde ingredientes.

O abastecimento e a produção local de ingredientes tornar-se-ão essenciais nos próximos anos, fortalecendo a idéia do orgulho local – não apenas com marcas e fabricantes, mas também com os consumidores.

Minha Beleza, Minhas Regras

As marcas deixarão de segmentar os consumidores com base na sua idade, gênero ou tipo de corpo, uma vez que os consumidores exigirão, cada vez mais, uma beleza personalizada, definida pelos seus termos.

No passado, as marcas tinham pleno controle sobre o que definia a beleza; no entanto, as percepções de beleza com base na idade, gênero, pele, cabelo e tipo de corpo estão mudando, já que os consumidores de hoje controlam a forma como a beleza é definida. A percepção sempre em evolução da beleza verá a remoção de rótulos baseados em características simples e transformará a maneira como os consumidores observam seus tipos de pele, cabelos e tipos de corpo.

Em 2018 e a partir de então, os consumidores exigirão que suas necessidades individuais sejam respondidas com opções ou beleza personalizável. As marcas irão abraçar a inclusão e abordar preocupações de beleza individuais que resultarão em mais personalização e personalização de produtos. 

Foco da Campanha

Simplesmente vender um produto de beleza de ponta já não será suficiente; as marcas devem ter personalidade e um propósito que se alinhe com as próprias crenças dos consumidores, a fim de conquistá-los.

Os consumidores são tão apaixonados pelo valor que uma marca e que um produto pode trazer quanto são apaixonados pela qualidade do próprio produto. O ônus está agora em marcas capazes de impressionar os consumidores com uma personalidade tipicamente humana, que sejaconfiável, agradável e verdadeira. Em 2018 e a partir de então, haverá um foco no financiamento de projetos educacionais, no lugar das doações à caridade, e as questões ambientais e éticas estarão na vanguarda, já que os millennials e a geração Z colocam maior ênfase no mundo ao seu redor.

Agora, mais do que nunca, é imperativo que as iniciativas ultrapassem a responsabilidade social corporativa e realmente retribuam a sociedade.

 

Olho Privado

A tecnologia digital seguirá os consumidores em todos os lugares, influenciando as compras de seus produtos e ajudando-os a navegar as complexidades dos corredores da beleza.

A tecnologia digital tornará as compras mais pessoais em 2018. Com tantos produtos nas prateleiras, os consumidores pressionados pelo tempo precisam de uma experiência de compra mais intuitiva. A nova tecnologia pode interpretar as expressões faciais e os movimentos oculares dos consumidores para determinar suas preferências de produtos e oferecer ajuda, tanto na loja quanto na internet. Nos próximos anos, o uso comercial de dados biométricos deve prolongar-se além do rastreamento ocular, pois a freqüência cardíaca, a linguagem corporal e a fala tornam-se cada vez mais importantes para uma avaliação mais completa das preferências dos consumidores.

Os dias das mídias sociais que são meramente sociais já se foram há muito tempo, já que as empresas transformam essas interações online em oportunidades de compras. 

Sarah Jindal, Analista Sênior de Inovação e Insights de Beleza & Personal Care da Mintel, afirmou:

Sarah Jindal, da Mintel

“A Mintel prevê que o mercado de beleza e cuidados pessoais viverá uma mudança fundamental durante 2018. No próximo ano e a partir de então, o setor de beleza irá vivenciar as demandas conflitantes do consumidor ‘faminto pelo natural´ e do encolhimento desses recursos naturais, e será através de um melhor aproveitamento das vantagens biotecnológicas que uma nova geração de produtos naturais – aprimorados – será criada. Enquanto isso, a personalização é redefinida para alcançar novos horizontes, à medida que as marcas se esforçam para abraçar a inclusão total. Quando se trata de ética, será imperativo que as marcas tenham uma personalidade genuína e um ponto de vista que comunica claramente o seu posicionamento. Finalmente, os desenvolvimentos no monitoramento biométrico levarão as marcas a gerar uma personalização sem precedentes da experiência de compra”.

Confira o relatório completo:

 

 

 

 

Traduzido por FLD Traduções

L’Occitane: aumento de vendas na China e no Brasil

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Para a primeira metade do ano fiscal de 2017-18, encerrado a 30 de setembro, a L’Occitane International registou um aumento de 1,1% nas vendas, até € 548,2 milhões. O resultado foi principalmente impulsionado por fortes desempenhos nos mercados estrangeiros, especialmente no Brasil e na China.

No ano fiscal 2016-17, o grupo de cosméticos, que está cotado na bolsa de valores de Hong Kong, já havia registado crescimento de dois dígitos em ambos os países. Na primeira metade do novo ano fiscal, a receita na China cresceu 22,7%, atingindo 60,041 milhões de euros, graças, nomeadamente, a um salto de três dígitos no T-mall.

No Brasil, a L’Occitane International registou uma receita de €26.703 milhões, gerada pelas suas 122 lojas (35 das quais apresentam o conceito L’Occitane au Brésil, específico para o Brasil), o que equivale a um aumento de 13,2%. Japão e Hong Kong também contribuíram para o crescimento do grupo, com receitas aumentadas, respetivamente, de 1,8% e 2,6%.

Na França, após um desempenho fraco no ano fiscal 2016-17, as vendas da L’Occitane International recuperaram, atingindo € 44.664 milhões (+ 1.1%) nos primeiros seis meses do novo ano fiscal. O grupo escolheu a Champs-Elysées em Paris como a localização da sua próxima flagship, que contará com um novo conceito de retalho em colaboração com o chef de patisserie Pierre Hermé.

Nos primeiros seis meses do ano fiscal atual, o lucro líquido caiu após o que o grupo definiu como um resultado “recorde” em 2016-17 (+ 16,6%). O lucro líquido diminuiu de facto para € 10,7 milhões, frente a € 26,4 milhões no mesmo período do ano passado. A L’Occitane International atribuiu a desaceleração à forte sazonalidade do negócio, a fatores excecionais e a taxas de câmbio desfavoráveis.

Fonte: Fashion Network - Portugal

Após crises, Água de Cheiro quer recuperar espaço

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Quem comprava maquiagens ou perfumes durante as décadas de 1980, 1990 e até 2000 certamente irá se lembrar da marca Água de Cheiro. A rede disputava a clientela de lojas como L’Acqua di Fiori e O Boticário, posicionando-se como a opção da Classe C.

O que aconteceu? Crises internas e externas fizeram com que a marca acumulasse problemas – incluindo uma dívida de cerca de 70 milhões de reais, que levou o negócio a uma recuperação judicial em 2014.

Atualmente, a marca está sob nova direção e assumiu um outro posicionamento: aos poucos, quer recuperar o tempo perdido e reconquistar o setor, mudando desde o design de marca até o portfólio de produtos. Para isso, a Água de Cheiro inaugurou hoje sua primeira loja-conceito nesse novo formato, no Shopping Metrô Itaquera (São Paulo).

Altos e baixos

A Água de Cheiro foi criada em 1976, em Minas Gerais. A empresa se tornou um sucesso nos primeiros anos de atuação, virando uma franqueadora no começo dos anos 80 e chegando a ter 900 lojas em operação. A ascensão da Classe C viria a beneficiar a marca, que apostava nesse público.

Porém, ao longo do tempo, a empresa perdeu força e acumulou problemas de administração – e dívidas. A empresa passou dos fundadores a um outro grupo de gestão, também mineiro, mas a situação do negócio não melhorou.

O empresário Henrique Pinto assumiu o negócio em setembro de 2009. Em três anos, a Água de Cheiro triplicou de tamanho, aproveitando a boa situação econômica do Brasil. O negócio, que estava com apenas 269 lojas, passou a ter 850.

Porém, todo esse investiu complicou ainda mais a situação financeira da empresa. Antes de ser comprada, a Água de Cheiro devia 10 milhões de reais. Para bancar o plano de expansão, tal valor foi quadruplicado.

As vendas, no entanto, deixaram a desejar. O sinal mais visível dessa crise foi a falta de distribuição dos produtos mais pedidos pelos franqueados.

O principal fornecedor industrial da Água de Cheiro – a catarinense Age, que também fornece para marcas como Avon e O Boticário – anunciou publicamente, em 2012, que a empresa não estava honrando pagamentos. Muitos franqueados reclamaram dos atrasos em datas comemorativas, como Dia das Mães e Natal, e alguns perderam economias de vida.

As dívidas cresceram a um patamar de cerca de 70 milhões de reais em 2014, quando a empresa pediu recuperação judicial. A recente crise econômica prejudicaria ainda mais o negócio, com a perda do poder de compra de muitos que faziam parte da Classe C.

A marca foi leiloada pela Justiça e adquirida pelo grupo Narsana por apenas 6,6 milhões de reais (além de liquidar a dívida do negócio), há um ano. O Narsana tem um braço chamado Beauty Franchising e cuida de diversas marcas de beleza, como Ana Hickmann. Além disso, também é master franqueado da argentina Havanna.

O grupo já distribuía produtos à Água de Cheiro há três anos, para evitar que as lojas ficassem vazias – e, nos últimos anos, tomou para si a missão de fazer a Água de Cheiro voltar a dar certo.

O novo formato da Água de Cheiro

Nesses últimos meses, o novo dono encolheu a operação, em vez de expandi-la. A Água de Cheiro passou de 300 a 194 lojas operando desde que o grupo Narsana assumiu a marca.

“Algumas pessoas não quiseram continuar com nosso novo projeto, enquanto outras lojas realmente não tinham mais condições de operar”, diz Fábio Figueiredo, diretor de franquias da Água de Cheiro. Em uma reunião com os franqueados em fevereiro deste ano, o novo projeto foi apresentado.

Fábio Figueiredo, diretor de franquias da Água de Cheiro (Água de Cheiro/Divulgação)

“Preparamos a marca para lançá-la com nova comunicação visual e novo posicionamento. Organizamos a base do negócio no primeiro semestre deste ano, para voltar ao mercado. No segundo semestre, recompomos todo nosso portfólio de produtos anteriores”, afirma Figueiredo. “A partir de agora, é hora de lançarmos novos itens no mercado.”

A Água de Cheiro continua com o posicionamento de atender a Classe C, com um ticket médio de 70 reais. Por isso, a inauguração da loja-conceito no Shopping Metrô Itaquera é estratégica. A unidade própria servirá como laboratório de testes estratégicos – que, se funcionarem, serão repassados para a rede toda.

A mudança começa já na fachada: a logomarca não é mais vermelha, e sim azul. Os clientes poderão consultar preços e produtos em tablets. As prateleiras serão separadas por público, incluindo o infantil e jovem, e o mobiliário permite montar e desmontar de acordo com promoções e datas importantes do setor.

Outra estratégia é vender também produtos multimarcas, de nomes como Antonio Banderas, Forum, Gabriela Sabatini e Lamborghini. Tais produtos irão compor de 20 a 30% das prateleiras da Água de Cheiro.

“Nos grandes centros, os consumidores da Classe C possuem acesso a diversas marcas. Mas em cidades menores, em que ainda há muitas lojas Água de Cheiro, é a chance de eles experimentarem produtos que só veem na televisão ou nas revistas.”

Para dar suporte às vendas, a rede oferece prazos de pagamento “acima da média de mercado” e um mark-up [margem de lucro calculada com base no custo] de produtos “interessante”, na visão de Figueiredo.

Além das lojas físicas, a Água de Cheiro também quer reativar sua atuação online, por meio do comércio eletrônico. A ideia surgiu a partir da procura nas redes sociais, especialmente de municípios brasileiros onde unidades da marca fecharam.

“Estamos lançando nosso e-commerce no dia 15 de novembro. Nossa expectativa é que ele represente 15% da rede em 2018. Acreditamos que ele não seja concorrente das lojas físicas, e sim um complemento: muita gente pesquisa na internet e depois vai comprar na unidade mais próximo, especialmente no caso da perfumaria.”

Expectativas para o futuro

Em 2018, a expectativa é abrir mais 60 unidades, sendo duas delas próprias. Nos próximos três anos, o investimento do Narsana será de 15 milhões de reais e a marca quer abrir 200 lojas até 2020, contando com as 60 de 2018.

A rede não abre números absolutos de faturamento, mas o grupo afirma ter “números interessantes” em relação ao tempo em que era apenas distribuidor da Água de Cheiro e diz querer faturar em 2018 o dobro do obtido neste ano.

“Temos uma expectativa de começar a ter retorno com a reforma das lojas atuais e da abertura das novas unidades em 2018. É claro que o retorno total do nosso aporte irá demorar algum tempo, tanto o investimento feito para a aquisição da Água de Cheiro quanto o dinheiro que investiremos nos próximos anos”, afirma Figueiredo.

Para o diretor de franquias, o mercado tem mostrado sinais de recuperação em relação ao ano passado, que apresentou resultados ruins. “A gente espera um número bastante importante de vendas em dezembro, que faz parte do projeto de reestruturação da rede. Servirá para ajudar os franqueados que ainda têm dificuldades financeiras, dando fôlego para que comecem o próximo ano em um patamar diferente.”

Para Figueiredo, o maior desafio que a Água de Cheiro enfrenta hoje é “errar o mínimo possível”. “Não adianta querer reconstruir o que a marca já foi em um, dois anos. A gente vem um portfólio de produtos bom, para atender todos os públicos, e começaremos a trazer novas experiências passo a passo.”

O plano imediato da Água de Cheiro é focar na reconstrução interna: não é hora de voltar a competir com redes como O Boticário, que nos últimos anos se posicionou como uma marca que conversa com a Classe B. A principal concorrência da Água de Cheiro, hoje, é a revenda porta a porta de produtos de marcas como Jequiti e Hinode – especialmente em cidades mais interioranas.

“A gente tem muita coisa para fazer ainda olhando para dentro de casa, então não estamos preocupados com isso [concorrência] agora. Dá para trabalhar 17, 18 horas internamente sem nem perceber. Cumprindo o que a gente promete entregar como franqueadora e franquia, a rede tem tudo para se fortalecer.”

Fonte: Exame

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